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19 de Março de 2015, 07h:28 - A | A

POLÍTICA / DEPUTADA NA BRONCA

Uma semana depois de decisão do STF, governo não repassa 50% do Fethab a prefeitos

DA REDAÇÃO



Nem mesmo com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou liminar do governo do Estado sobre o  repasse do Fethab para os municípios, o Executivo estadual não repassou  ainda, depois de mais de uma semana da decisão, que é retroativa  aos meses de janeiro e fevereiro, a fatia devida (50%) aos 141 municípios do Estado.

A proposta é uma iniciativa da Assembleia Legislativa, aprovada em 2014.

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O governador Pedro Taques (PDT) não estava repassando o dinheiro arrecado do Fundo, sob alegação de que o pagamento estava impedido de ser feito  por força judicial.

A Secretaria de Administração do governo tem sido cautelosa quanto ao agendamento para que seja efetuado o repasse e esquece que decisão deve ser cumprida. 

A deputada estadual Janaína Riiva (PSD) está na bronca:  “Não consigo compreender isso. Quantas vezes as decisões tomadas nessa  casa (Assembleia) vão ser atropeladas pelo governo do Estado?”, indagou.

SUPREMO

A decisão do STF ocorreu na quarta-feira (11) e foi assinada pela ministra Rosa Webber, do Supremo Tribunal Federal (STF). A liminar concedida, em primeira instância, pelo juiz Gilberto Bussiki, suspendia a divisão dos recursos.

A ministra atendeu a uma reclamação impetrada no STF pela defesa da Associação dos Municípios Mato-grossenses (AMM).

O advogado da AMM, Rodrigo Mudrovitsch, explica que recorreu ao Supremo porque o juiz de primeira instância alegrou que a lei que autoriza a distribuição de 50% do Fetahb entre o Estado e municípios seria inconstitucional. “Somente quem pode analisar uma matéria sobre este aspecto é o STF”, ressalta Mudrovitsch. “Agora, a lei volta a vigorar e os municípios voltam a ter o que lhes é de direito, inclusive com efeito que retorna a janeiro".

A liminar em primeira instância, que também atendia aos interesses da gestão anterior do Governo do Estado, havia sido concedida, em 30 dezembro de 2014, à Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), que só vai se pronunciar sobre a decisão atual, após tomar conhecimento dela. 

"A decisão que foi proferida no apagar das luzes de 2014, usurpava a competência do STF e nós todos vimos o que o governador (Silval Barbosa-PMDB) estava fazendo com esse dinheiro", comentou o advogado, se referindo ao uso do Fundo nas obras da Copa e para pagar salários de servidores.

O Fethab rende cerca de R$ 800 milhões por ano ao estado. A verba deste Fundo repassada só poderia ser usada em infraestrturua, transporte e habitação.

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