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17 de Julho de 2013, 12h:03 - A | A

POLÍTICA / BRIGA POR ORÇAMENTO

Toninho de Souza diz que LDO foi apresentada pela prefeitura com números fictícios

Pensando em “derrubar” a mensagem do Executivo, os vereadores optaram por assinar quatro emendas em bloco

ANA ADÉLIA JÁCOMO, da Redação

Toninho de Souza reclama de dados apresentados pelo prefeito

Toninho de Souza reclama de dados apresentados pelo prefeito

ANA ADÉLIA JÁCOMO, da Redação



A “chiadeira” na Câmara de Vereadores de Cuiabá está grande por conta da Lei das Diretrizes Orçamentárias (LDO), enviada pelo prefeito Mauro Mendes (PSB) para aprovação da Casa esta semana. O vereador Toninho de Souza (PSD) chegou a insinuar que o chefe do Executivo está segurando dados do orçamento anual do município para impedir que o Poder Legislativo receba incrementos na receita.

Mauro apresentou um estudo que mostra um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para os anos de 2014 a 2015 de apenas 4,5%. Em comparativo, nos últimos três anos o crescimento projetado foi de 23%. Para Toninho, o ideal é que a Câmara tenha direito a receita corrente, assim como a Assembleia Legislativa. O orçamento da Prefeitura é de R$ 1,8 bilhão.

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“Com o orçamento de R$ 1,8 bilhão, só 4,5% disso é para a Câmara. Não temos direito a receita corrente. Por exemplo, no mês de março é comum o pagamento do IPTU, a arrecadação que era 15 milhões, pode chegar a 40 milhões”.

“A prefeitura está segurando o crescimento do orçamento. Esses dados são fictícios. Como uma cidade que vive um boom econômico, que sempre cresceu, agora no ápice dos empreendimentos, com a Copa do Mundo, eles apresentam um crescimento de 4,5%?”, questionou o parlamentar.

Pensando em “derrubar” a mensagem do Executivo, os vereadores optaram por assinar quatro emendas em bloco. Uma delas determina que 5% da arrecadação da Capital seja investida na área social. Outra pretende ampliar o número de conselhos tutelares de 6 para 10, garantindo o pleno funcionamento dos órgãos. Por fim, foram apresentadas duas emendas, criando Fundo Municipal da Pessoa com Deficiência e Fundo Municipal do Meio Ambiente.

Após a aprovação, a matéria servirá de base para elaboração da Lei Orçamentária (LOA) para 2014. A peça será apreciada em dezembro. Após votação, o prefeito irá avaliar as emendas propostas pelos vereadores e então poderá sancionar a LDO.

“O orçamento da Câmara vai ficar estático, sem evolução. Não vai crescer de acordo com a realidade do município. O problema é que a Câmara tem que acompanhar essa flutuação, a Prefeitura apresenta um valor baixo agora, mas lá na frente aumenta a receita e nós não teremos acesso a receita corrente. Por isso apresentamos emendas e uma delas pede que uma elevação de 15% à Câmara”, disse Toninho.

 

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