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Cuiabá, 09 de Junho de 2026
09 de Junho de 2026

09 de Junho de 2026, 07h:00 - A | A

POLÍTICA / ALVO DA PF

“Tem que ser investigado e punido se for culpado”, diz Cattani sobre operação contra Faissal

Deputado afirma que agentes públicos devem defender os interesses da população e responder por eventuais irregularidades

LUÍZA VIEIRA
DO REPÓRTERMT



O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) defendeu que as investigações da Operação Gemini avancem e que eventuais responsáveis sejam punidos, ao comentar o envolvimento do colega de partido, deputado Faissal Calil (PL), nas apurações conduzidas pela Polícia Federal (PF) sobre um suposto esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Em entrevista ao RepórterMT, nesta segunda-feira (8), Cattani afirmou não ter acesso ao conteúdo do inquérito policial e disse desconhecer os detalhes da investigação. Ainda assim, ressaltou que qualquer denúncia deve ser apurada pelas autoridades competentes.

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Eu não sei qual que é situação, não tenho conhecimento do inquérito policial em si, não sei te dar detalhes disso, mas eu tenho uma coisa para dizer: que seja investigado. Eu acho que se tem alguma denúncia, alguma coisa, tem que investigar e onde tiver um culpado de qualquer tipo de fraude ao erário público tem que ser culpado”.

O parlamentar acrescentou que mantém o mesmo posicionamento independentemente de quem seja o investigado e afirmou que o compromisso dos agentes públicos deve ser com a população.

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Essa é minha posição sempre. Não importa quem seja, né? Eu acho que nós temos que ter coerência e que nós temos que defender o interesse do cidadão mato-grossense. Para isso que nós fomos eleitos. O que passar disso não tem meio aval, de maneira nenhuma, em qualquer âmbito que seja”.

A Operação Gemini foi deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta segunda-feira (8) e apura um suposto esquema de venda de decisões judiciais envolvendo o desembargador afastado do TJMT, Dirceu dos Santos. Além do magistrado, também são alvos da investigação o deputado estadual Faissal Calil e o advogado Bruno Castro de Oliveira.

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Segundo a PF, as apurações tiveram origem em dados extraídos de aparelhos celulares, relatórios de inteligência financeira e informações compartilhadas com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). As investigações apontam que Dirceu dos Santos teria operado um complexo esquema de ocultação patrimonial e financeira, contando com a atuação de pessoas próximas para movimentar recursos e bens.

Conforme a investigação, Faissal é apontado como um dos principais operadores do grupo, sendo responsável por auxiliar na negociação de vantagens indevidas, na quitação de passivos familiares e em operações imobiliárias realizadas por intermédio de terceiros, os chamados “laranjas”.

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O aprofundamento das análises financeiras também identificou depósitos e saques em espécie que ultrapassariam R$ 3,2 milhões, além de repasses sem lastro negocial comprovado oriundos de empresas do agronegócio que possuíam litígios fundiários em tramitação no Tribunal de Justiça.

Faissal nega qualquer participação no esquema. Em entrevista à imprensa, o parlamentar afirmou que não mantém vínculos com Dirceu dos Santos desde que deixou o gabinete do magistrado, em 2018, e declarou confiar que as investigações esclarecerão os fatos. Durante a operação, ele foi alvo de mandado de busca e apreensão e teve o celular recolhido pela Polícia Federal.

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