KEKA WERNECK
RAFAEL DE SOUSA
O governador Pedro Taques (PSDB) negou à imprensa que tinha conhecimento da Operação Sodoma, desencadeada nesta trerça-feira (15) pela Polícia Fazendária de Mato Grosso, tendo como um dos alvos o ex-governador Silval Barbosa (PMDB).
"Governador não tem nada que palpitar sobre isso, eu apenas criei o Cira. Esta operação não é uma ação do Poder Executivo. Não me cabe qualquer ingerência", afirmou Taques.
Rumores davam conta que, por ele ser o criador e o presidente do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira), teria influenciado a atuação do Comitê, criado em fevereiro deste ano, com o objetivo de combater a lavagem de dinheiro, crimes fazendários e contra os ativos do Estado.
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Questionado pela imprensa se “sabia de alguma coisa” relativa à operação, ele respondeu que não. “Em absoluto! Esta é uma ação do Poder Judiciário que decretou as prisões, através da Delegacia Fazendária, junto com a promotora Ana Cristina. Governador não tem nada que palpitar sobre isso, eu apenas criei o Cira. Esta operação não é uma ação do Poder Executivo. Não me cabe qualquer ingerência, assim como a presidente da República não faz em relação a Polícia Federal”, comentou Taques.
“Isso faz parte da democracia, ninguém está acima da lei. Jornalista não está acima da lei, governador não está acima da lei. O cidadão que cometer crimes tem ser investigado", frisou.
Segundo o governador, desde o primeiro dia do mandato já foram feitos reestudos sobre os incentivos fiscais e audiências públicas, no Executivo e na Assembleia Legislativa. “Eu defendo a existência de incentivos fiscais, mas não defendo que possam ofender os princípios da pessoalidade, da moralidade, da probidade”.
Sobre a prisão dos dois ex-secretários Pedro Nadaf e Marcel de Cursi nesta terça-feira (15), e a possível prisão de Silval, caso ele seja encontrado, o governador entende que esta é a regra social vigente.
“Isso faz parte da democracia, ninguém está acima da lei. Jornalista não está acima da lei, governador não está acima da lei. O cidadão que cometer crimes tem ser investigado. Não podemos condenar quem quer se seja antes da sentença condenatória, mas essa é uma das vantagens de vivermos em República e democracia”, declarou.
Segundo Taques, “infelizmente alguns entendem que estão acima da lei, mas se cometer ilícito deve ser investigado”.
Para ele, a mudança do comportamento da sociedade tem que começar em casa, ensinando os filhos a agir de acordo com a Constituição Federal e dentro dos rigores da lei.














