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22 de Novembro de 2016, 15h:00 - A | A

POLÍTICA / SALÁRIOS PODEM ATRASAR

Taques não vê crise entre Poderes por não repassar duodécimo até o dia 26

Pela falta do repasse do duodécimo, os Poderes devem atrasar os salários do mês de novembro. O governador afirma que os presidentes dos Poderes já sabiam que a situação poderia chegar a tal ponto devido à crise enfrentada pelo Estado.

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Governador ressalta que Estado depende de repasses da União para normalizar pagamentos.

Governador ressalta que Estado depende de repasses da União para normalizar pagamentos.

FRANCISCO BORGES
DA REDAÇÃO



Mesmo não efetuando o pagamento do repasse do duodécimo para os Poderes, o que deve gerar atraso salarial como no caso do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o governador Pedro Taques (PSDB) acredita que o fato não irá gerar mal-estar e que isso não seria motivo para complicações entre o Executivo estadual e os demais Poderes. “Não irá ter crise nenhuma por conta disso”, garantiu. 

"Não tenho consdições de quitar a folha de pagamento com o dinheiro que tenho em caixa. O pagamento de pessoal do TCEcusta mensalmente R$ 13 milhões e não temos isso nos cofres", disse o presidente do TCE.

Sem o recurso, os Poderes devem atrasar o pagamento dos servidores dos órgãos como o TCE, que é de R$ 13 milhões e do Ministério Público Estadual (MPE) que tem folha salarial de R$ 21 milhões, conforme antecipou o .

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"Não tenho consdições de quitar a folha de pagamento com o dinheiro que tenho em caixa. O pagamento de pessoal do TCEcusta mensalmente R$ 13 milhões e não temos isso nos cofres", disse recentemente o presidente do TCE, conselheiro Antônio Joaquim.  

"Provavelmente nós teremos que esperar o pagamento do governo para poder pagar os funcionários. Já estou levantando quanto temos em caixa e se o montante conseguirá pagar os servidores. Se não der nós teremos que esperar", refoçou o procurador-geral, Paulo Prado.

No MPE e no TCE os responsáveis já anunciaram que poderão pagar os funcionários somente quando o repasse for quitado pelo Estado, o que está previsto para ocorrer até o dia 10 do próximo mês.

"Provavelmente nós teremos que esperar o pagamento do governo para poder pagar os funcionários. Já estou levantando quanto temos em caixa e se o montante conseguirá pagar os servidores. Se não der nós teremos que esperar", refoçou o chefe do MPE, procurador-geral de Justiça Paulo Prado.  

O repasse que estava previsto para ser feito no dia 26 deste mês deve ser realizado somente quando o recurso da repatriação, do programa de regularização de ativos no exterior feito pela União, chegar ao Estado. Outra saída para o governo quitar o montante aos Poderes seria a chegada do dinheiro oriundo do Auxílio Financeiro de Fomento às Exportações (FEX), no valor de aproximadamente R$ 400 milhões.

Taques argumentou que todos os presidentes de poderes foram alertados que o fato iria ocorrer há seis meses quando a crise se agravou em Mato Grosso.

Em setembro, o governador tinha parcelado o duodécimo em sete vezes. Somente as parcelas dos meses de julho e agosto chegavam à casa dos R$ 298 milhões. Na ocasião, foi assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para garantir o pagamento. 

Diante da Lei Orçamentária Anual de 2016 ser de R$ 16,5 bilhões, calcula-se que o TCE deva receber um duodécimo de aproximadamente R$ 341 milhões durante o ano, o que representa 2,7% da Receita Corrente Liquida (RCL). Já o MPE recebe R$ 391 milhões anualmente, o que significa 3,1% da RCL.  

 

 

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