ABDALLA ZAROUR
DA REDAÇÃO
O governador Pedro Taques (PDT) foi comedido e evitou polemizar as declarações feitas pelo deputado Zeca Viana (PDT) de que ele, Taques, teria influenciado na eleição da Assembleia Legislativa, onde o deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB) foi eleito presidente com 23 votos na manhã deste domingo (1).
Taques foi acusado por Viana de dar cargos para a chapa de Maluf para garantir a vitória do tucano.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
Perguntado sobre a interferência dele na eleição da Mesa Diretora da Assembleia e sobre os cargos oferecidos para que a chapa de Guilherme Maluf (PSDB), o chefe do executivo foi taxativo ao sugerir que Viana encaminhasse essa denúncia as autoridades competentes.
“O deputado Zeca Viana é maior de idade, ao que consta vacinado. Se ele entende que foi cometido algo ilícito, que indique as autoridades competentes”, observou.
O governador negou que tenha feito qualquer interferência na condução da eleição da Mesa Diretora.
“Todos os deputados estaduais merecem respeito, temos que parar de picuinha e trabalhar pelo Estado de Mato Grosso. Esse é o desejo do Poder Executivo”, afirmou.
Mesmo alegando que não teve interferências, a vitória de Maluf para presidente da Assembleia Legislativa mostrou habilidades e força do novo Governo.
Maluf faz parte do partido que ajudou Taques a se eleger. Embora três partidos que compõe a atual Mesa sejam da oposição, Taques não deve ter dificuldades para ter governabilidade.
CRÍTICAS DE ZECA VIANA
Antes de tomar posse na 18ª Legislatura, o deputado estadual Zeca Viana (PDT), que também é presidente do seu partido em Mato Grosso, fez duras críticas ao governador Pedro Taques (PDT) a quem o acusou de interferência na eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado na manhã deste domingo (1), antes mesmo do pedetista tomar posse para a 18ª Legislatura.
“Ele ‘manchou’ um governo que vinha com a pureza de moralização. Tanto é que eu critiquei o posicionamento dele por causa do erro que ele cometeu”, comentou.
Viana negou que a relação entre ele e Taques esteja estremecida.
O parlamentar argumentou que vai garantir a governabilidade do governo na Assembleia, vai aprovar projetos, mas.
“Eu vou estar defendendo os projetos dele (Taques), mas não defendendo daquela forma ferrenha que eu tinha, que o compromisso nós não íamos arredar um pé para a moralização e infelizmente eu me senti manchado por essa situação, de ele ter feito uma negociação muito esdrúxula.
Muito irritado com Taques, Viana disse que o governador ajudou na eleição de Guilherme Maluf (PSDB) ao conceder cargos do Estado para os membros da chapa do Tucano.
“Eu não sei se é crime. Eu não entendo de leis. Ele (Taques) é o grande aplicador da Lei. Se é crime, ele (Taques) deve saber que é crime. Então, ele (Taques) não podia ter feito isso”, relatou.
Viana apareceu como candidato de última hora para a eleição da Mesa Diretora.
Mauro Savi (PR) e o então deputado José Riva (PSD) deram apoio a sua candidatura.
Mas por causa desse apoio, segundo Viana, é que houve a retaliação do Executivo.
Viana disse que não colocaria mais seu nome para ser candidato, e que pediu para que os outros deputados apoiassem a eleição de Guilherme Maluf.
LÍDER DO GOVERNO
Viana também descartou qualquer possibilidade de vir a ser líder do governo na Assembleia.
“Ele tirou a moral de eu ser o líder dele. Não posso defender uma pessoa que não me aceitou para ser presidente da Casa. Com que moral que eu vou cobrar dos meus colegas o meu posicionamento?”, cutucou.
PRESIDENTE DO PDT
E mandou recado para Taques. “Como presidente do PDT eu vou cobrar todos os cargos que o PDT têm de direito. E aqueles pedetistas lá dos confins do nosso Mato Grosso suaram a camisa e pediram votinho pra ele (Taques) e esses ‘caras’ nós temos de valorizar. Se ele me vetar, aí ele vai ter de explicar pra esse eleitorado. Espero que ele não venha cometer outra gafe dessa, votou a alfinetar.
CONFINAMENTO NO MANSO
Viana chamou de ‘vergonha’ o confinamento que os 16 deputados se submeteram de sexta para sábado em Manso.
O objetivo de manter os deputados próximos era para evitar qualquer assédio do outro grupo.
“Isso é pro homem que não usa calça de bolso. Se você combinou não é possível que amanhã vai estar descombinando as coisas”, observou.















luiz 02/02/2015
É interessante como o mundo da voltas, Taques enquanto Senador sempre criticou a política do toma-lá-da-cá feita pelo Governo federal para conseguir apoio no congresso. Em menos de dois meses no executivo ele se utilizou da mesma regra que sempre criticou para conseguir o comando da mesa diretora da assembleia para aliados, ao alguém acredita que Baiano Filho, Silvano Amaral, Pedro Satelite e outros deputados fecharam com a chapa do Maluf de “graça”? Com certeza algo foi prometido (cargos, facilidades, etc). Certamente algo foi prometido, o que derruba por terra uma parte do discurso do Taques da moral e de bons costumes. Ainda apoio o Governador pois é muito cedo para dizer isso ou aquilo dele, mas uma coisa é certa, com a caneta na mão muita coisa muda.
1 comentários