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18 de Fevereiro de 2015, 22h:00 - A | A

POLÍTICA / RESTOS A PAGAR

Taques não descarta calote, mas diz que começa a pagar 'dívidas de Silval' em março

O orçamento de 2015 demonstrado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LOA) está na ordem de R$ 13,7 bilhões

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Taques herdou caixa vazio e muitas dívidas de Silval Barbosa

Taques herdou caixa vazio e muitas dívidas de Silval Barbosa

ANA ADÉLIA JÁCOMO
DA REDAÇÃO



O governador Pedro Taques (PDT) declarou em recente coletiva de imprensa que só vai começar a quitar a dívida na ordem de R$ 1,4 bilhão, de restos a pagar deixados pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB), a partir do mês de março, três meses após tomar posse do Palácio Paiaguás.

De acordo com ele, os pagamentos a fornecedores também podem não ocorrer, caso o Estado não tenha receita suficiente para manter os serviços essenciais. “Eu posso chamar essas pessoas pra negociar, como posso não pagar se não tiver empenho. Tem regras pra isso”, disse Taques.

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A proposta ao baixar um decreto em 2 de fevereiro que suspendia todos os liquidações, era iniciar um estudo minucioso das contas públicas e ter uma noção da real situação financeiro do Estado, classificada por ele como “preocupante”.

“No passado, o Estado comprou e não pagou. Nós começaremos a pagar as dívidas em março. Mato Grosso está em uma situação preocupante do ponto de vista financeiro, e o Estado tem que cortar gastos para a despesa caberem na receita. É isso q e estamos fazendo”, avaliou o governador.

O orçamento de 2015 demonstrado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LOA) está na ordem de R$ 13,7 bilhões, no entanto, na avaliação de Taques esse montante está subestimado, já que a arrecadação pode chegar a R$ 15 bilhões este ano.

Uma das variantes que tem prejudicado a economia de Mato Grosso é a flutuação do dólar, em função da alta exportação de grãos feita a outros países. Além disso, em 2012 Mato Grosso negociou com o Bank of América, N.A., a reestruturação de parte das dívidas com a união, o que estaria onerando ainda mais os cofres públicos.

O Senado Federal autorizou a contratação de operação de crédito externo com a garantia da República Federativa do Brasil, no valor de até US$ 478.958 milhões. “Mato Grosso está tendo um prejuízo gigantesco em função desse contrato, porque não está tendo garantias”, comentou Pedro Taques.

Entre as medidas estudadas pelo governador, está ainda a busca pelo “dinheiro novo”, que é a captação de recursos oriundos de transações internacionais e de Fundos, como por exemplo o Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação), que ele estuda direcionar para outras atividades dentro do orçamento.

“Estou buscando o dinheiro novo, que são recursos internacionais e a respeito dos fundos, que prevê a utilização de seus recursos para outras frentes. Como o Fethab, que já determinei que iremos debater uma solução”, disse ele, sem esquecer de enfatizar a necessidade de investimentos na malha viária do Estado. (Com a colaboração de Márcia Matos).

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