THIAGO ITACARAMBY
O senador Pedro Taques (PDT), membro da CPI do Cachoeira, em entrevista ao RepórterMT, não quis comentar sobre o histórico dos demais colegas de Comissão. De acordo com levantamento feito pelo Congresso em Foco aponta que um quarto dos 32 parlamentares indicados para investigar o esquema de exploração do jogo ilegal comandado pelo contraventor Carlinhos Cachoeira tem problemas com a Justiça.
O campeão de processos entre os integrantes da CPI é o senador Jayme Campos (DEM). O parlamentar responde por crimes contra a fé pública e a três inquéritos diferentes (crimes praticados por funcionários públicos contra a administração em geral, crime de responsabilidade e crime contra a Lei de Licitações).
Segundo Pedro Taques, caberá à Justiça julgar a idoneidade de cada um deles. “Não quero julgar o comportamento de ninguém”, se esquivou. O senador informou que nesta primeira reunião da Comissão, realizada na manhã de hoje, em Brasília, foram definidos os nomes do presidente e relator da CPI. O senador Vital do Rêgo foi eleito presidente e o deputado Odair Cunha (PT-MG), foi indicado para ser o relator.
A primeira decisão da CPI – oficializada nesta quarta-feira – foi aprovar requerimentos pedindo ao Supremo Tribunal Federal os dados dos inquéritos sobre o bicheiro e sua relação com parlamentares.
OS ENROLADOS
No total oito senadores e deputados, que integram a CPI, respondem a oito inquéritos e cinco ações penais que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). A maioria originada de problemas ocorridos na função de cargos públicos que os parlamentares já exerceram. Seis desses oito congressistas pertencem à base aliada do governo.
Os parlamentares enrolados com a Justiça são: Cássio Cunha Lima (PSDB-PB); Delegado Protógenes (PCdoB-SP); Fernando Collor (PTB-AL); Jayme Campos (DEM-MT); Luiz Pitiman (PMDB-DF); Maurício Quintella Lessa (PR-AL); Silvio Costa (PTB-PE), e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).
A comissão reúne deputados e senadores com o pretenso objetivo de investigar a relação de Carlinhos Cachoeira com políticos e deputados de partidos diversos, além de membros do Judiciário e do Ministério Público. Também está prevista a investigação de agentes privados, em especial, a Delta Construtora.















