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17 de Abril de 2015, 17h:30 - A | A

POLÍTICA / VERBA DE R$ 65 MIL

Taques evita falar do aumento: 'não meto a colher no angu da Assembleia'

“O valor, não me cabe colocar minha “colher de pau nesse angu”. Isso é o alto poder da Assembleia Legislativa, cabe a eles decidirem esse valor, de acordo como recursos deles”

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As declarações do governador foram feitas durante entrevista na TV Gazeta, nesta sexta-feira (17).

As declarações do governador foram feitas durante entrevista na TV Gazeta, nesta sexta-feira (17).

MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO



O governador Pedro Taques (PDT) se esquivou de opinar sobre a o aumento da verba indenizatória dos deputados estaduais. Em entrevista ao Jornal do Meio Dia, nesta sexta-feira (17), o chefe do Executivo estadual disse que prefere ficar de fora da discussão.

"Não me cabe colocar minha “colher de pau nesse angu”. Isso é o alto poder da Assembleia Legislativa, cabe a eles decidirem esse valor".

“O valor, não me cabe colocar minha “colher de pau nesse angu”. Isso é o alto poder da Assembleia Legislativa, cabe a eles decidirem esse valor, de acordo com recursos deles”, declarou.

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Tentando melhorar a imagem do Legislativo, o governador ainda pontuou que a Assembleia foi parceira do Estado, quando devolveu parte da suplementação orçamentária ao governo, para que fossem feitos investimentos em saúde e argumentou que não interfere nos assuntos da Assembleia, para que os deputados não interfiram nos de sua gestão.

“Precisamos entender que é um outro tempo. Eu confio no deputado Guilherme Maluf (presidente da AL), ele tem me revelado alguns procedimentos  de austeridade que estão sendo praticados na Assembleia, mas eu, como governador do estado, não me cabe colocar ‘minha colher de pau nesse angu’ porque a Assembleia tem o seu alto governo, e eu não gostaria que assuntos de alto governo no poder Executivo pudessem ser debatidos dessa maneira”, argumentou.

Taques também não emitiu opinião quanto à “manobra” da Assembleia Legislativa que para sustentar o aumento da verba indenizatória com o aval do governador, encaminhou um projeto de Lei  para que Taques sancionasse o reajuste, ao invés de consolidar o aumento somente por medidas internas da Casa, como de praxe no Legislativo.

“Eu estudei um pouco constituição, né? A Assembleia trata de seus assuntos internos ou por resolução, ou por decreto legislativo, como o poder executivo trata de seus assuntos através de decreto”, frisou. 

Segundo Taques, o projeto de Lei havia sido votado na Assembleia e encaminhado ao Poder Executivo para ser sancionado, mas o presidente Maluf solicitou que o mesmo fosse devolvido, alegando que havia um erro de acordo com o regimento interno, posteriormente a verba indenizatória foi aumentada de R$ 35 mil para R$ 65 mil mensais através de projeto de resolução aprovado pelos próprios deputados.

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MMadalena 19/04/2015

EXCLUSIVO: MP não conclui investigação e adjunto de Taques recebe R$ 5,7 milhões em Cartas de Crédito Algo não cheira bem há muito tempo na Secretaria de Fazenda. A SEFAZ/MT emitiu aos seus fiscais em 2008 cerca de R$150 milhões em cartas de crédito a título de "saldo de cotas". O valor teve, segundo levantamento da AGE, um superfaturamento de R$ 253 milhões e serviu de base para uma ampla investigação, inclusive do Ministério Público, que até o momento não foi finalizada. Para se entender o caso, é preciso entrar nos seus detalhes: O que são saldos de cota? A explicação didática é a seguinte: o fiscal receberia seu salário se cumprisse metas, por exemplo, em um mês fiscalizaria 10 empresas, se fiscalizasse 15 haveria "excesso de cota" e a diferença comporia um "saldo" a ser usado quando não atingisse a meta mensal, ou ainda quando aposentasse ou destinado à família caso morresse antes da aposentadoria. Portanto, o "saldo de cotas" era um controle que registrava a produtividade do fiscal e foi usada de 1992 até 2000 quando todos os penduricalhos salariais foram abolidos em prol de um controle maior da folha, com uma única verba salarial, o subsídio. E o saldo de cotas? Os fiscais se sentiram ameaçados e temeram perder seu "crédito virtual" a não ser que o transformasse em "crédito real" e para isso buscaram a justiça, e antes que o processo se findasse o governo acenou com acordo. Quem quisesse continuar na justiça continuaria ou poderiam renunciar supostos créditos, que poderiam demandar tempo, e terem-nos impugnados ao final. Cerca de 97% dos fiscais aceitaram o acordo do governo. Assim se criou a Portaria nº 044/SAIP/SUGP/SEFAZ/03 para desenvolver estudos e propor soluções para o pagamento dos saldos de quotas de produtividade fiscal, acumulados pelos integrantes do Grupo TAF. Entre um dos estudiosos, estava José Roberto Miorim (Foto), futuramente seria dirigente sindical e recentemente nomeado secretário adjunto na Sefaz. Comenta-se inclusive que ele seja o Secretário de fato, sendo que Paulo Brustolin é como uma 'Rainha da Inglaterra'. O que restou apurado foram os valores médios de R$150 mil para cada fiscal, alguns mais e outros menos, dentre os quase mil beneficiários. Dentre eles se destacam os indefectíveis "caxias", tanto considerados brilhantes e altamente produtivos quanto sem vida social, todos com valores calculados na faixa de R$ 1,5 milhão, sendo que faz parte desse grupo o ex-secretário Marcel de Souza Cursi. O que registra a "Relação dos Titulares das Certidões de Crédito – Saldo de Cota Grupo TAF", emitido pelo TCE/MT é que se existem fiscais aplicados, que recebem R$150 mil, os brilhantes que recebem R$1,5 milhão, também existem os "gênios da raça" que superam tudo, como um fiscal que fez jus a R$ 4 milhões, e José Roberto Miorim, com R$ 5,7 milhões. Confira abaixo: O TCE/MT trabalhou num extenso relatório restringindo a atuação da Sefaz em vários pontos sobre as cartas de crédito de todo o funcionalismo em 2011 após o escândalo das "Cartas Marcadas" a pedido do MPE e resultou no consenso de que emitir as tais cartas de crédito não era injusto apenas com o servidor público e sim muito mais danoso ao estado de MT. A operação "Cartas Marcadas" foi o resultado da investigação policial registrada sob o número 180/2011 e que apontou supostos cálculos superfaturados e valores finais indevidos a quem não merecia, sendo que seu excesso foi absorvido pelo mercado das cartas de crédito. E o que tem a ver a operação "Cartas Marcadas" com o "Saldo de Cotas"? A engenharia é a mesma. Se os créditos são devidos ou não esse é um ponto que não se esperará uma geração inteira para se descobrir. Então os sindicatos agem em nome dos seus servidores que abrem mão de até 60% do que o governo supostamente lhes deve. O governo emite as cartas de crédito e, o detalhe, nesse momento se descobre a existência de um especialista na transação, no caso dos "Saldos de Cota" se contou com a expertise de Alex Montanari Ortolan, e no caso das "Cartas dos Agentes Fazendários", se contou com Ocimar Carneiro de Campos. As cartas de crédito dos agentes fazendários emitidas em 2009 eram legitimas? Pelo sim e pelo não se abriu a investigação na delegacia fazendária e se notou que havia dúvidas tão fortes que se chegou a prender muita gente e hoje alguns dos seus bens estão bloqueados. O MPE agiu razoavelmente rápido e o promotor Gilberto Gomes, como cautela, chegou a questionar a origem dos créditos dos agentes fazendários através de petição ao processo originário de 1996. Aparentemente a "engenharia" da emissão das cartas dos agentes fazendários de 2009 contou com a experiência das cartas de crédito dos fiscais de 2008 e talvez por serem precursores que o processo dos "saldos de cota" acabou sendo objeto de investigação através do Inquérito Policial 131/2010, e pelo correlato 142/2010. Chama atenção o fato de que até o momento, a investigação não foi concluída pelos promotores responsáveis pelo caso e quem recebeu a mais volumosa quantia virou secretário-adjunto de estado no governo Pedro Taques. Coletada do veículo: MUVUCA POPULAR Publicada no veículo em: 09/03/15

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pedro da silva 18/04/2015

A única coisa que pode resolver isso é aparecer um saco roxo empunhando a bandeira "INTERVENÇÃO MILITAR Já"

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Tenório 18/04/2015

Aí não né? Só na eleição da mesa diretora.

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Alexandre 17/04/2015

Não é culpa do silval dessa vez ?

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4 comentários