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05 de Maio de 2015, 20h:06 - A | A

POLÍTICA / COM "BENÇÃO" DE MENDES

Taques espera fusão de PPS e PSB para deixar PDT e se juntar a prefeito

Governador admitiu que a oportunidade de sair do seu partido, etá na fusão das legendas socialistas

RepórterMT

Governador:

Governador: "todos sabem que sou contra que o PDT apoie a Dilma"

PAULO COELHO
DA REDAÇÃO



A grande chance que o governador Pedro Taques tanto espera para deixar o PDT está na possível fusão das  siglas PSB e PPS, cuja discussão está  em fase adiantada em nível nacional.

"A possibilidade dessa janela está sim sendo avaliada por mim, conversando com os companheiros do PDT também, para que possamos avaliar o melhor momento".

Caso tenha êxito a ligação das duas legendas socialista, Taques deverá migrar para o PSB, que em Mato Grosso tem como liderança maior o prefeito de Cuiabá Mauro Mendes.

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“Não existe segredo em política, todos nós sabemos que o PPS e o PSB estiveram conosco em  2010, 2012 e   2014 em vários municípios, tenho amigos e companheiros políticos nesses dois partidos e a possibilidade dessa janela está sim sendo avaliada por mim, conversando com os companheiros do PDT também, para que possamos avaliar o melhor momento", admitiu Taques relembrando que desde quando ainda era senador, sempre defendeu que o PDT deixasse a base de apoio da presidente Dilma, pedido que até hoje não foi atendido.

No  âmbito do PDT estadual, o governador e o presidente regional da sigla, deputado estadual Zeca Viana se indispuseram por conta da postura crítica do parlamentar quanto às atitudes do Executivo, especialmente no que se refere à relação institucional com a Assembleia.

O governador está tão desiludido com a situação do PDT, que sequer comparecerá a um encontro marcado com o presidente nacional do partido.

E  tem, para piorar, a emenda de  Zeca Viana à mensagem do governo que trata da reforma administrativa. Essa  emenda entrou no artigo 49 do referido projeto e  impediu que o Executivo tivesse em mãos o chamado “cheque em branco”, ou seja com plenos poder para criar  e extinguir secretarias.

“Mas acho natural isso, o deputado Zeca Viana  apenas está executando o papel dele, apontou Taques, após solenidade de comemoração do aniversário de 150 anos  do nascimento do patrono das telecomunicações,  marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, em Mimoso, distrito de Santo Antonio do Leverger.

O governador está tão desiludido com a situação do PDT, que sequer comparecerá a um encontro marcado  com o presidente nacional do partido, Carlos Luppi em Brasília, no próximo dia 15.

“Dia 15 eu estarei num evento  em Tangará da Serra”, desconversou.

Taquesr viajou nessa noite de terça-feira (05) para Brasília onde tratará de demandas junto aos ministérios da Saúde, de Cidades  e também vai aproveitar para se inteirar das novidades sobre as tratativas relacionadas à fusão socialista.

A expectativa é a de que o prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes o acompanhe até o diretório nacional do partido, onde Taques  direcionará sua atual situação, ou seja, a de descontentamento com o PDT. Até o começo da noite de terça-feira, Mendes ainda não havia confirmado se viajaria ainda  nessa terça,   junto com o governador, mas já havia adiantado que estaria amanhã em Brasília, junto com Taques, para cobrar recursos junto ao Ministério da Saúde, com vistas ao custeio do hospital São Benedito, inaugurado pelo prefeito em Cuiabá na semana passada.

“É claro que o tempo todo nós discutimos sobre política e vamos aproveitar a  viajem também para isso”, emendou  Taques.

A fusão de partido é uma das “brechas” onde a Justiça Eleitoral permite a migração de partido de um agente político eleito pelo voto popular. O mesmo ocorre com a criação de nova legenda ou em caso de expulsão ou perseguição comprovada.

Caso se consolide a fusão,  os “novos socialistas”  terão o controle das gestões dos dois maiores municípios economicamente ativos de Mato Grosso, que são Cuiabá e Rondonópolis.

 

A cidade do sul do Estado é hoje administrada  pelo prefeito Percival Muniz (PPS).

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