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19 de Novembro de 2014, 22h:00 - A | A

POLÍTICA / NOVO GOVERNO

Taques diz que vai “sentar em cima do cofre” e que repasses extras são ilegais

Em agosto o governador Silval Barbosa (PMDB) repassou cerca de R$ 30 milhões a mais do que o previsto no orçamento para a Assembleia e no dia 14 de novembro registrou outro repasse de R$ 21 milhões.

MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO



O governador eleito Pedro Taques (PDT) declarou em entrevista ao programa Conexão Poder, no último domingo (16),  que considera fora da lei os repasses de suplementação orçamentária feitos pelo governo do Estado à Assembleia Legislativa, sob o argumento de excesso de arrecadação.

Em agosto, o governador Silval Barbosa (PMDB) repassou cerca de R$ 30 milhões a mais do que o previsto no orçamento para a Assembleia e no dia 14 de novembro registrou outro repasse de R$ 21 milhões. As suplementações, que estariam sendo destinadas para ações como a construção de uma garagem subterrânea para os deputados, foram duramente criticadas por Taques.

"Eu entendo que ela é ilegal e inconstitucional. Isso é um mecanismo da chamada contabilidade criativa que você subestima o orçamento do Estado para que você possa trabalhar com a suplementação", diz Taques.

“Existem posições diversas a respeito dessa chamada suplementação. Eu entendo que ela é ilegal e  inconstitucional. Isso é um mecanismo da chamada contabilidade criativa que você subestima o orçamento do Estado para que você possa trabalhar com a suplementação. Isso pra mim não é correto”, frisou.

Para o governador eleito, o momento é de economizar e essa necessidade será repassada aos poderes.

“Nós precisamos, como dizem alguns economistas “sentar em cima do cofre” para que gastem só  o necessário. E eu a partir do dia da posse conversarei com o poder Legislativo,  o Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas e vamos fazer um convencimento de que o estado de Mato Grosso é um estado que precisa passar por um momento de transformação”, pontuou.

Durante a entrevista, Taques ressaltou que em suas visitas de cortesia aos poderes garantiu que irá cumprir com o repasse do duodécimo, mas disse que deixou claro que é contra o repasse de suplementação, inclusive para a Assembleia Legislativa.

“O estado de Mato Grosso é também o poder Executivo, o Judiciário, o Legislativo, o Ministério Público e o Tribunal de Contas, não é só o Executivo que tem que fazer o dever de casa. A Assembleia Legislativa também precisa fazer o dever de casa e na conversa que eu tive com os deputados dessa legislatura, eu disse isso a eles, e eles não concordaram em abrir mão da suplementação, porque isso eu não pedi, mas eles concordaram que o momento do estado é outro”, declarou.

O governador eleito destacou que diante da situação financeira, o Estado vai cortar gastos, mantendo os investimentos necessários e diminuindo a presença em áreas que considera inúteis, e pontuou que o mesmo deve ser cobrado dos demais poderes em forma de comprometimento com o desenvolvimento de Mato Grosso.

“Se outros poderes não fizerem, a população tem que cobrar, e nós conversaremos porque precisamos de um pacto pelo estado de Mato Grosso.  O que é esse pacto? Quanto temos, quanto podemos gastar e quais são as nossas necessidades. As necessidades são infinitas. Os recursos finitos, portanto temos que economizar”, pontuou.

 

 

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