MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
Indiferente às críticas dos vereadores de Várzea Grande que dispararam recentemente, na Tribuna contra a destinação do COT (Centro Oficial de Treinamento) do Pari ao uso da Polícia Militar, o governador do Estado, Pedro Taques (PDT) afirmou, em entrevista ao jornal Bom Dia Mato Grosso, nesta segunda-feira (27), que não irá voltar atrás em sua decisão e frisou que ainda não tem data definida para a conclusão da obra, que deveria estar pronta desde 2014, porque o governo não tem dinheiro em ‘caixa’. A mesma situação inclui o COT da Universidade Federal.
“As obras pararam no meio do caminho. Por que isso? Porque nós precisamos de dinheiro para pagar estas empreiteiras, para que elas possam dar início a essas obras e isso não está no orçamento de 2015, aliás, o orçamento de 2015 foi feito pela administração passada, esse é o ponto”, disparou.
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“As obras pararam no meio do caminho. Por que isso? Porque nós precisamos de dinheiro para pagar estas empreiteiras".
Quanto à decisão da destinação do COT do Pari, em Várzea Grande, Taques descartou que o local venha a sediar o time várzea-grandense Operário, como havia prometido a gestão passada.
“Ali existe uma discussão se será a sede do operário de Várzea Grande, nós respeitamos ou Polícia Militar. Eu entendo, como governador, que este espaço será melhor utilizado para ser o centro de treinamento das Polícias do estado de Mato Grosso”, pontuou.
"Eu entendo, como governador, que este espaço será melhor utilizado para ser o centro de treinamento das Polícias do estado de Mato Grosso”.
Já quanto ao COT da UFMT, o governador disse que este ficará a cargo e para o uso da Universidade Federal, mas adiantou que não concluirá a obra conforme o projeto inicial voltado para o atletismo.
“O COT da UFMT, esse COT pela matriz da responsabilidade da Copa ficará com a UFMT, mas falta uma pista de atletismo padrão internacional. Nós já comunicamos ao Ministério do Esporte porque nós não temos dinheiro para investir em pista de atletismo e eu prefiro investir na saúde”, frisou.
Assessoria
Cerca de R$22 milhões já teriam sido pagos pela obra.
"Nós não temos dinheiro para investir em pista de atletismo e eu prefiro investir na saúde”.
COT DO PARI
A obra que iniciou em outubro de 2013 e deveria ser concluída em maio de 2014, teria que ter sido construída pelo valor de R$ 25,5 milhões, mas teve um aditivo de contrato de R$ 1,349 milhão, mesmo assim o custo total que deveria ser de R$ 26,8 milhões hoje tem um projeto que já passa de R$ 31 milhões. Conforme informações da extinta Secopa, o Consórcio do Pari já teria recebido R$ 22milhões.
O consórcio é formado pelas empresas Engeglobal Construções, Três Irmãos e Valor Engenharia.
COT DA UFMT
Orçado inicialmente em R$15,8 milhões, o COT da UFMT, que deveria ter ficado pronto em dezembro de 20123 e que também teve aditivo de valores, elevando o custo para R$19 milhões, também teve a obra paralisada.
O local, que o governador não terá uma pista de atletismo construída pelo Estado, seria destinado para treinamento de atletas e para o uso da faculdade de Educação Física.














