PAULO COELHO
DA REDAÇÃO
O governador Pedro Taques (PDT) admitiu no fim da manhã desta sexta (19), que recebeu convites de vários partidos políticos para se filiar numa nova legenda, caso opte em deixar o PDT.
Visivelmente desconfortável no PDT, o chefe do Executivo mato-grossense, porém ainda não tem uma definição para esse imbróglio, ao qual se somam o descontentamento com a direção nacional pedetista e alguns desentendimentos políticos com o presidente do PDT de Mato Grosso, o deputado estadual Zeca Viana.
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“Isso procede, várias pessoas me convidaram para mudar de partido, vários presidentes nacionais de partidos me ligaram”, atestou Taques, em conversa com jornalistas.
Questionado pelo ReporterMT, se ele vai aceitar a algum desses convites, o governador não negou e nem confirmou, limitando-se a dizer que “ isso depende de uma decisão mais pensada”.
Ele também não quis citar nome de nenhuma sigla de quem recebeu convite.
Afinal, como o próprio Zeca Viana revelou recentemente a essa reportagem, “se ele (Taques) tivesse garantia jurídica para mudar, ele já teria deixado o partido”.
É que se o governador tocar de legenda, ele pode ser enquadradro no crime de infidelidade partidária, daí a cautela citada por Viana.
Ainda enquanto senador da república, Pedro Taques divergiu e desobedeceu por várias vezes da linha ideológica definida pelo PDT nacional, presidido pelo ex-ministro Carlos Luppi.
Já em 2015, como governador, o desconforto foi justamente com Zeca Viana, um dos parceiros de primeira hora de Taques, desde a época em que o atual governador ainda almejava cadeira ao senado.
Em fevereiro passado, Viana quis o apoio do então fiel amigo Pedro Taques para sua candidatura à presidência da Assembleia Legislativa, pedido negado de bate-pronto pelo governador, que decidiu apoiar outros nomes para o comando da Mesa Diretora do legislativo estadual, como os dos deputados Guilherme Maluf (PSDB), que virou presidente da Casa de Leis e até o do republicano Ondanir Bortolini (PR), o Nininho, que se viabilizou como primeiro-secretário da Asssembleia.
Essa postura do colega pedetista decepcionou Viana, que ao seu modo, começou a tecer críticas pontuais aos primeiros dias e atos da gestão de Pedro Taques. O deputado chegou a se indispor com o chefe da Casa Civil, Paulo Taques, primo do governador. Termos ofensivos como “vagabundo e “mentiroso”, foram usados quando da indisposição.
Por fim, nem mesmo a presidência da CCJ, maior e principal Comissão Permanente da Assembleia, Zeca conseguiu o apoio do chefe do Executivo, que claramente interferia na formação das comissões no Parlamento, por meio de seu líder naquela Casa, Wilson Santos(PSDB).
“Não vou bater boca com o Zeca Viana, cada um fala o que quer. Eu sou governador de todos os mato-grossenses. Na democracia é bom ter pessoas que discordem de você, eu como senador discordei várias vezes do presidente nacional do meu partido”, minimizou Taques.
Conforme a legislação eleitoral vigente no Brasil, a troca de partido só é permitida, sem qualquer prejuízo político, em situações raras, como no caso de formação ou surgimento de um partido novo para o qual se deseja migrar , ou no caso de perseguição comprovada dentro do atual partido, por exemplo.














