Cuiabá, 27 de Setembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
27 de Setembro de 2026

16 de Abril de 2015, 17h:50 - A | A

POLÍTICA / FAROFA DE BANANA

Taques 'almoça' com Carlos Lupi, mas não chama Viana; presidente nacional critica PSB

“Se o PSB quiser apoiar ele dentro do PDT, a gente pode até discutir, o que não pode é o que a gente chama de assédio indevido, acho que cada partido tem que respeitar os outros partidos, eu por exemplo, não saio por aí, assediando membros de outros part

Assessoria

Carlos Lupi (centro)  em reunião interna do PDT nessa quinta em Cuiabá

Carlos Lupi (centro) em reunião interna do PDT nessa quinta em Cuiabá

PAULO COELHO
DO PAIAGUÁS



O governador Pedro Taques (PDT) evitou, claramente, nesta quinta-feira (15), um encontro entre ele e os presidentes nacional e regional  do PDT, o ex-ministro Carlos Lupi e o deputado estadual Zeca Viana, respectivamente.

Dirigente maior da sigla no Brasil, Lupi veio a Cuiabá, por duas razões: tentar reaproximar Taques de Viana que, desde o início deste ano,  não se falam a não ser pela imprensa. Lupi também tenta evitar que o governador saia do partido.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

Pedro Taques, mesmo tendo agenda apertada no Palácio Paiaguás, ignorou toda a programação coletiva que o partido havia feito para essa quinta-feira  (ele foi convidado) e preferiu despachar individualmente com Carlos Lupi, num almoço que oferecido em sua própria residência.

Ao  contrário  do que havia dito Zeca Viana,  nesta quarta-feira (14),  pelo menos o almoço entre os três  estava acertado mas, por fim, apenas Lupi se sentou à mesa com Taques às 12h30 desta quinta.

“A nossa relação trincou”, revelou  desapontado, Zeca Viana, ao final da coletiva com Lupi.

Tentando consertar  a “saia justa”  e a falta de clima entre governador e presidente regional,  Carlos Lupi admitiu que o ambiente está tenso no PDT de Mato Grosso, mas exigiu que as desavenças ou discussões

“Eu conversei com ele [Taques], conversei com o presidente Zeca, e agora o papel do partido é encontrar caminhos de diálogo que permitam que encontremos a solução, apontou Lupi, pouco antes de deixar Cuiabá, nessa tarde

entre suas lideranças ocorram somente internamente no partido, jamais em público.

“Eu conversei com ele [Taques], conversei com o presidente Zeca, e agora o papel do partido é encontrar caminhos de diálogo que permitam que encontremos a  solução, apontou Lupi, pouco antes de deixar Cuiabá, nessa tarde.  Ele ainda emendou, alegando que, quanto ao fato de o partido não conseguir reaproximar [literalmente] Taques e Viana,  “não é a forma que deveria  ser e sim o que é possível ser feito. Têm horas que é bom fazer separado, para acalmar os ânimos, aparar as arestas, para depois a gente ter um diálogo mais tranqüilo”, salientou.

Quanto à possível saída de Taques  do partido, Lupi negou que isso tenha sido abordado durante o almoço [com comida tipicamente cuiabana], na casa do governador.

“Não discutimos a saída dele do PDT em nenhum momento. Nós tínhamos que ter uma conversa privada para discutir a questão nacional, o governador tem uma opinião diferente na nossa, pois ele acha já devíamos ter rompido com o governo federal, há algum tempo”, afirmou.

Sobre entrevistas dadas por Taques, admitindo intenção de deixar o partido, como a publicada na Tv Veja (Grupo Abril), Lupi, respondeu que “entre a entrevista que foi publicada e o que o governador me disse, eu fico com a palavra dele".

Já  quanto aos convites que Pedro Taques tem recebido de outros partidos para mudar de sigla, o presidente nacional do PDT, apontou que  não há como impedir o assédio.

“Assédio é como paquera, não tem como impedir , agora tem saber se tem correspondência. O governador foi eleito pelo PDT, eu vim aqui em seu primeiro ato de filiação e tenho consciência de que nosso partido está sendo correto com ele, divergências de opiniões são naturais no processo democrático”, completou

Carlos Luppi criticou, especialmente, o PSB que teria convidado Taques para se filiar à sigla socialista, com a possibilidade de ter o governador de Mato Grosso encabeçando uma candidatura nacional em 2018.  

“Se o PSB quiser apoiar ele dentro do PDT, a gente pode até discutir, o que não pode é o que a gente chama de assédio indevido, acho que cada partido tem que respeitar os outros partidos, eu por exemplo, não saio por aí, assediando membros de outros partidos”, alfinetou. Mas questionado pelo RepórterMT, se Taques teria potencial para disputar pelo PDT, uma candidatura nacional, daqui há dois anos, Lupi  disse que “potencial ele tem, mas não vamos colocar os trilhos na frente do trem, agora o que ele tem que ser é um bom governador para Mato Grosso”.

Comente esta notícia