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03 de Junho de 2014, 11h:54 - A | A

POLÍTICA / QUEBRA DE SILÊNCIO

Silval nega ter \'caderneta\' e diz que houve abuso da PF em sua prisão

Eles foram lá em casa, fizeram uma devassa, nada encontram. Fui duas horas depois na PF, chegando lá falaram naquele momento que eu já tinha concluído a minha declaração e que eu estava em flagrante. Eu estaria preso

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A respeito de sua relação com o agiota Silval não negou que o conheça, mas não afirmou se fez algum empréstimo junto a ele

A respeito de sua relação com o agiota Silval não negou que o conheça, mas não afirmou se fez algum empréstimo junto a ele

MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO



O governador Silval Barbosa (PMDB), quebrou o silencio de declarações à imprensa, desde que teve seu apartamento vasculhado pela Polícia Federal, durante a quinta fase da Operação Ararath, desencadeada no dia 20 de maio, quando teve vóz de prisão dada por agentes federais.  

Mesmo tentando evitar o assunto da Operação Ararath, cujas investigações correm em sigilo no Supremo Tribunal Federal, Silval declarou que o tratamento da PF com ele foi abusivo, já que tem foro privilegiado e nem a Procuradoria, nem a PF teriam competência para prender o chefe do executivo. 

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"Falaram que a arma estava sem registro e que eu estava em flagrante. Eu estaria preso"

“Tinha uma determinação judicial para entrar na minha casa, para buscar um determinado caderno, com várias anotações, que nunca existiu. Encontraram uma arma que eu tenho há décadas, com o registro  vencido. Eu não fui encaminhado pela Polícia Federal à Superintendência da Polícia Federal. Eles foram lá  em casa, fizeram uma devassa, nada encontram,  o delegado me convidou para fazer uma declaração sobre a arma. Fui duas horas depois na PF,  chegando lá falaram naquele momento que eu já tinha concluído a minha declaração, falaram que a arma estava sem registro e que eu estava em flagrante. Eu estaria preso. Quando eu falo em abuso  é que nem a Procuradoria, nem o delegado naquele momento poderiam prender e arbitrar fiança,  isso é coisa do juiz, e o  juiz é do STJ”, relatou o governador.

O caderno citado por Silval foi citado em uma das declarações do delator das investigações da Ararath, o agiota e empresário Júnior Mendonça, que afirmou que ao ir cobrar um empréstimo feito por Silval para a campanha eleitoral, o governador teria folheado um caderno com anotações referentes a empréstimos e pagamentos para verificar se algo já tinha sido pago.

A respeito da pistola 380 encontrada em seu apartamento, o governador pagou uma fiança no valor de R$ 100 mil depois de ‘negociar’ o valor que havia sido arbitrado em cerca de R$ 360 mil.

A respeito de sua relação com o agiota Silval não negou que o conheça, mas não afirmou se fez algum empréstimo junto a ele, alegando estar proibido de falar sobre o processo que corre em segredo de Justiça.

De qualquer forma mesmo com a crise criada pelo envolvimento de seu nome nas investigações, o governador descartou qualquer possibilidade de renunciar seu mandato.

“Nunca. Isso é uma mentira que tentaram propagar. Não falei isso em momento algum. Jamais me passou isso pela cabeça”, frisou.

Silval falou à imprensa após uma reunião com representantes dos poderes Legislativo e Judiciário, na qual de acordo com o chefe do Executivo Estadual foram tratados temas sobre a governabilidade, em véspera da Copa do Mundo, além de transmitir a tranquilidade de sua gestão.
Ainda de acordo com Silval, outras duas reuniões serão realizadas na manhã desta quarta-feira (04), uma com os prefeitos de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB) e de Várzea Grande, Walace Guimarães (PMDB) e outra com os deputados estaduais, para discutir temas de preparação para a Copa do Mundo.

Na reunião desta terça-feira (03), estiveram presentes os presidentes do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Waldir Teis, do Tribunal de Justiça, desembargador Orlando Perri e da Assembleia Legislativa, deputado Romoaldo Júnior (PMDB).

TV REPÓRTER

 

 

 

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