ANA ADÉLIA JÁCOMO
O governador Silval Barbosa (PMDB) afirmou ao RepórterMT, que as obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) serão concluídas e que a liminar emitida pelo Ministério Público Estadual e Federal não irá se sustentar. Ele classificou a decisão de suspender as obras como “absurda”.
Silval afirmou que ainda não foi notificado, mas adiantou que irá recorrer da ação. Ele garantiu que ação deferida pelo juiz federal Marllon Sousa, não irá impedir a implantação do sistema e que conta com a atuação da Procuradoria do Estado para emplacar o projeto.
“Essa ação não tem sentido. Não tem motivos pra isso. Os argumentos que usaram não são argumentos jurídicos. Vamos recorrer onde for. Não é possível dar um prejuízo tão grande para o Estado, como estão tentando dar. Olha, eu nem vou falar nada, vou deixar a nossa Procuradoria entrar nisso. Mas vamos fazer o VLT. Essa posição não se sustenta, eles não têm argumentos para perpetuar isso. O VLT vai sair”, disse ele.
Silval rebateu os procuradores e afirmou que o Regime Diferenciado de Contratação (RDC), que é mais flexível e menos burocrático que a licitação tradicional, não pode ser usado como motivo para parar a obra. Segundo ele, o MP participou de várias audiências públicas e estavam cientes da medida.
O Chefe do Executivo chegou a provocar os membros do MP ao sugerir que eles fossem discutir o regime com o Congresso Federal, que aprovaram a lei. Ele também afirmou que não há estudos sobre preços de tarifas e nem há possibilidades de as obras atrasarem.
“É duro trabalhar e aparecer uma decisão, que na minha concepção foi totalmente absurda. Queria entender como eles avaliaram isso. Primeiro, disseram que a obra não será concluída a tempo, sendo que o contrato prevê multa pra o descumprimento deste item. Como que eles falam que a obra não pode ser em RDC?"
“O RDC é uma lei federal. Todas as obras que estão na matriz são RDC. Os promotores teriam que discutir com o Congresso que aprovou. Outra coisa, como que eles falam que a tarifa vai ser cara, se ninguém sabe o preço, ela pode ser até social. Eu me pergunto onde eles acharam argumentos para fundamentar isso?” questionou Silval.
SAÚDE E EDUCAÇÃO
O governador prevê que a obra custe aproximadamente R$ 1,4 bilhão. Entre os argumentos sustentados pelo Ministério Público está a possibilidade de esse dinheiro ser investido em outros setores, como Saúde e Educação.
Silval, no entanto, afirmou que não tem como investir nas pastas, já que o Estado não teria recursos disponíveis. “Se eu pudesse ter esse dinheiro para investir em Saúde e Educação é claro que iria investir no social, só que eu não tenho. Esse é o problema”.
Contudo, ele não escondeu a descontentamento e chegou a apontar uma dívida de R$ 1,3 bilhão que o Estado está pagando à União, oriunda, segunda ele, de obras executadas na BR 163, na década de 80.
“Ao invés de questionarem essa obra, porque não proíbem o Estado de pagar a União? Nós estamos pagando R$ 1,3 bilhão das obras que foram executadas na BR-163. Porque que eles não barram isso? Entra com uma ação contra a União proibindo de cobrar do Estado esse dinheiro”, declarou.
MOTIVAÇÃO POLÍTICA
O governador não descartou a possibilidade de a ação ter algum tipo de motivação política. Nos bastidores cogita-se que o senador Pedro Taques (PDT) tenha influenciado na decisão do juiz federal, já que ele foi um defensor do BRT (Bus Rapid Transit). Silval, contudo, afirmou que não duvida da possibilidade, mas que prefere esperar os resultados.
“Não vou entrar nessa questão. Não é que eu não acredito, só não vou entrar nessa questão. Não trabalho com diz que me disse. Não vou nem dizer o porquê fizeram isso. É muito triste. Sem propósito. Tanto trabalho que a gente teve e duas ou três pessoas, que podiam ajudar, entram com uma ação totalmente descomprometida”, lamentou.
ENTENDA O CASO
A ação foi acatada pelo juiz federal Marllon Sousa, na tarde desta segunda-feira (07). A reportagem entrou em contato com o procurador geral do Estado Jenz Prochnow Júnior, porém ele afirmou que só irá falar sobre o assunto após o recebimento da notificação judicial.
















Rosalvo 09/08/2012
parabem Governador e Deputado Riva o povo de MT em especial Cuiaba e VG está com voces nesta luta VLT JÁ vamos parar o centro em defesa se for preciso
Gato de Botas 09/08/2012
É MAIS UMA CONTA QUE O POVO DE MATO GROSSO (GERAÇÕES FUTURAS) VÃO TER QUE PAGAR. UMA FORTUNA UMA CONTA SOCIAL QUE NÃO BATE MAIS POR MUITO MENOS. MEAL MEAL MEAL
Judite Rosa 08/08/2012
ParBens governador e patabens o RMT por colocar tao bem o posicionamento
marcela barbosa 08/08/2012
Governador isso tem o dedo da mafia dos combustiveis e dos transportes, que querem a implantação do BRT de qualquer jeito. Mande verificar a ligação desse povo, com um certo senador e verá como dois e dois, são quatro.
Sebastião Queiroz 08/08/2012
Coberto de razão o governador. Tanta, mas tanta coisa para o MP meter o nariz e não o fazem. Tiveram quantas oportunidades de discutir, de aplicar medidas contra a construção do VLT e não fizeram. Esses indivíduos a quem chamam de "promotores" não andam de sol a sol em Cuiabá e Várzea Grande para pegar um ônibus, pois ficam no conforto de seus gabinetes, no conforto do ar condicionados de seus carrões importados e de seus salários pompudos pagos com o dinheiro público. Na certa querem que sobre algum do VLT para pagar as mordomias deles. Porquê não barraram a reforma milionária da câmara municipal de Cuiabá? Porque não barraram a reforma do Pronto Socorro que não durou 6 meses? Porque não barraram a venda da Sanecap? Porque senhores do MP. #PALHAÇADACOMCUIABÁ
CELSO 08/08/2012
É, se esses Procuradores e Promotores souberem a "merda" que eles fizeram ... !
Ronei 08/08/2012
Leitura que se faz de todo esse episódio do embargo da obra do VLT : Começa na mudança do modal, daí pra frente a imprensa nacional, por maldade ou por questões regionais, todas as vezes que citava o VLT em cuiabá usava a frase "trem bilionário", e isso ficou na "cabeça" dos membros dos MPs. A partir daí a decisão de embargar a obra já estava tomada faltava encontrar os motivos que pudessem justificar a decisão. Não encontraram nenhum motivo ou irregularidade que fosse consistente e então; fizeram um "apanhado", um pouco de tudo, forçaram a "barra", usaram como exemplo comparativo a obra que levou mais tempo na europa para ser concluida, 3 anos , chamaram técnicos da UFMT e os rotularam como profissionais com expertises, tentaram passar pra opinião pública mentiras, como o uso do RDC é ilegal, oras, só poderia ser ilegal se CONTRATUALMENTE o prazo de execução fosse além do início da copa, omitiram o prazo estipulado entre o consórcio e a SECOPA, não falaram dos benefícios e da importância do modal para população, não falaram que o empréstimo será pago em 30 anos, com carência, à taxa de 5,5 ao ANO, entre outras. Disso tudo conclui-se que há realmente uma discriminação com o nosso estado. Para os membros dos Ministérios Públicos, um sistema de transporte público moderno e de qualidade só pode ter no rio e em São Paulo. É lamentável !
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