RAFAEL DE SOUSA
REDAÇÃO
Convocado para depor como testemunha, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de Sonegação Fiscal da Assembleia Legislativa (ALMT), na tarde desta terça-feira (06), o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) se negou a responder os questionamentos e preferiu falar sobre outro problema: as obras da Copa do Mundo.
Em forma de discurso político, o ex-governador 'desabafou' dizendo que se sentia angustiado com o assunto. Silval, que sempre foi o maior defensor das obras e que as considerava como 'legado' acabou por se render à 'enxurrada' de críticas e usou o termo ‘patinho feio’ para falar sobre as obras do Mundial de 2014. “Eu considero [a Copa] que, o que era para ser um patinho bonito, hoje é o patinho mais feio”, destacou o peemedebista.
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O que foi feito nesse Estado, o que se buscou para este Estado, não foi coisa pouca, seja através de incentivos, da manutenção dos incentivos, obras ou planejamentos macros”, argumentou.
Por outro lado, Silval defendeu que tudo foi feito dentro do planejamento e deixou, sim um legado para governo Pedro Taques (PSDB). “É por isso que eu falo pra vocês da minha angústia. Passei quase cinco anos em um governo diferente. Diferente porque tive a missão de cumprir um compromisso atípico dos demais governos que foi a realização da Copa do Mundo. O que foi feito nesse Estado, o que se buscou para este Estado, não foi coisa pouca, seja através de incentivos, da manutenção dos incentivos, obras ou planejamentos macros”, argumentou.
O ex-governador que se reservou ao direito de não responder aos questionamentos dos deputados, disse que estaria pronto para depor na CPI das Obras da Copa, para esclarecer as dúvidas e mostrar os resultados positivos para a população mato-grossense. “Eu estou me colocando à disposição da CPI da Copa para falar de tudo que foi feito, das transformações e as oportunidades que nós tivemos e que deixamos para que Mato Grosso pudesse avançar ainda mais”, discursou o peemedebista.
“Eu estou me colocando à disposição da CPI da Copa para falar de tudo que foi feito, das transformações e as oportunidades que nós tivemos e que deixamos para que Mato Grosso pudesse avançar ainda mais”, discursou
Silval, que está preso desde 17 de setembro, é considerado chefe de uma suposta organização criminosa que cobrava propina em troca da concessão de incentivos fiscais a grandes empresas de Mato Grosso. Além dele, os ex-secretários Pedro Nadaf (Indústria e Comércio, Fazenda e Casa Civil) e Marcel de Cursi (Fazenda) estão detidos preventivamente no Centro de Custódia da Capital, mas em celas separadas, pela mesma acusação. A prisão foi resultado da “Operação Sodoma”, deflagrada Polícia Fazendária, após ter acesso a deleção premiada do empresário João Batista Rosa, da Tractor Parts, que afirmou ter pago R$ 2,6 milhões ao grupo em troca do benefício.














