ANA ADÉLIA JÁCOMO, DA REDAÇÃO

Ex-militante do PT, Serys pretende ser candidato ao senado pelo PTB (Foto:RepórterMT)
ANA ADÉLIA JÁCOMO, DA REDAÇÃO
Virtual candidata ao Senado Federal, Serys Marly Slhessarenko afirmou nesta quarta-feira (31) ao RepórterMT que sua filiação ao PTB será formalizada no final do próximo mês. Ela disse que não teme tomar para si parte do desgaste político de seus futuros companheiros de legenda: o ex-prefeito de Cuiabá Chico Galindo e o ex-diretor-geral do Dnit Luiz Antônio Pagot.
“O Pagot fez um grande trabalho pelo Dnit. Perdeu o Brasil e Mato Grosso com sua saída. Foi uma injustiça as acusações que pesaram sobre ele. Eu, particularmente, não vi nada de provas. Tem muita gente sendo acusada de uma forma sem sentido, mas tem outros com muitos pecados e que não são acusados”, disparou ela.
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Sobre Galindo, Serys minimizou a gestão do petebista, considerada desastrosa por alguns. Ela afirmou que o ex-prefeito acumulou o desgaste de 30 anos de má gestão do Palácio Alencastro e disse que desconhece qualquer problema de sua administração.
“Os problemas de Cuiabá são heranças acumulada ao longo de anos. O Galindo pode até ter tido dificuldades, mas não são de hoje. A cidade vem sendo sucateada ao longo de, no mínimo, 30 anos. Não vejo a gestão do Galindo como desastrosa e nem creio que irá dificultar algo durante a campanha. O povo sabe que a culpa de todos os problemas não é só dele”, disse ela.
Pesa sob Pagot gravações feitas pela Polícia Federal que mostraram o ex-bicheiro Carlinhos Cachoeira comemorando sua queda do Dnit, no ano passado. Pagot foi acusado de cobrar propina para o PR, em obras de empreiteiras para o Dnit. Para se defender, Pagot acusou o bicheiro de ter arquitetado sua demissão.
Galindo também passou por situações complicadas, como o “rombo” deixado nos cofres da prefeitura. O valor chega a R$ 968 milhões, incluindo as administrações direta e indireta. Apenas neste ano, o Executivo teve que desembolsar R$ 77 milhões no pagamento de dívidas, parte delas compulsórias. O orçamento de R$ 487 milhões para 2013 tem perspectiva de investimentos da ordem de R$ 80 milhões.
Segundo dados do prefeito Mauro Mendes (PSB), o antecessor deixou dívida de R$ 40 milhões com fornecedores do programa Poeira Zero. Para fechar com “chave de ouro”, a representante da Estação Primeira de Mangueira, com quem Galindo assinou contrato de R$ 3,6 milhões, deixou de cumprir cláusulas, como a realização de show da bateria da escola na cidade. Recentementem, denúncias dão conta de que a prefeitura fraudou o contrato e arcou sozinha com todo montante. O Ministério Público investiga Galindo e pode pedir o ressarcimento ao erário.








