DA REDAÇÃO
O Plenário do Senado aprovou na noite desta terça-feira (15) o PLC 127/2015, que prevê auxílio financeiro da União aos estados, Distrito Federal e municípios e cria o Fundo de Exportação (FEX). O valor de R$ 1,95 bilhão para fomento às exportações deve ser entregue em quatro parcelas de R$ 487,5 milhões até o final de 2015, sendo que a primeira delas está marcada para o final de setembro. O projeto segue agora para a sanção presidencial.
Mato Grosso será o que mais receberá recursos do governo federal para suprir o desfalque nos cofres do Estado.
A União precisa repassar ao Estado de Mato Grosso cerca de R$ 400 milhões, referentes ao ano passado, por causa da Lei Kandir, que desonera o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) sobre exportações de produtos primários e semi-elaborados. Com isso, Mato Grosso será o que mais receberá recursos do governo federal para suprir o desfalque nos cofres do Estado.
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O montante será distribuído entre os entes da federação de forma proporcional a coeficientes individuais de participação definidos pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne os secretários de Fazenda de todos os estados e do DF. Do valor destinado a cada estado, 75% irá diretamente para os cofres estaduais e 25% serão destinados aos municípios. Já o rateio entre os municípios de cada estado será orientado pelos coeficientes individuais de participação na distribuição da parcela estadual do ICMS em 2014.
A União precisa repassar ao Estado de Mato Grosso cerca de R$ 400 milhões, referentes ao ano passado, por causa da Lei Kandir, que desonera o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS)
Após esse cálculo, será deduzido, para cada estado e município, o valor de suas dívidas vencidas com a União, com entidades da administração federal e externas. Somente após essa dedução é que o dinheiro será efetivamente destinado. O recebimento também poderá ser condicionado, pelo Ministério da Fazenda, ao envio regular de informações sobre o aproveitamento dos créditos.
Segundo o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, a liberação da primeira parcela dos recursos do Fundo de Incentivo às Exportações, o FEX, deve ocorrer já no final deste mês, na oportunidade, Mato Grosso receberá R$ 98 milhões.
O pagamento da primeira parcela do FEX, deve ocorrer já no final deste mês, na oportunidade, Mato Grosso receberá R$ 98 milhões.
A transferência de recursos a estados e municípios tem ocorrido desde 2004 para compensar as perdas com a isenção do ICMS nos produtos exportados. Parte dessa compensação já é definida pela Lei Kandir, mas outra parte precisa ser anualmente prevista em lei devido à falta de regulamentação.
Justiça
Wellington Fagundes (PR-MT), designado para proferir parecer em nome da Comissão de Constituição, Justiça E Cidadania (CCJ), afirmou que a proposta faz justiça aos estados brasileiros. O senador afirmou que, atualmente, a exportação de comoddities brasileiras tem um relevante papel na balança comercial do país e ressaltou que o projeto, além de fomentar as exportações dos estados, compensa as perdas sofridas por eles em 2014.
Diversos senadores parabenizaram Wellington Fagundes e Lúcia Vânia pelo relatório apresentado e ressaltaram a importância de o Senado tratar das questões que envolvem a solidariedade federativa.
Blairo Maggi (PR-MT) ressaltou que o estado de Mato Grosso será o maior beneficiado com a distribuição, já que é o que mais exporta.
Para Maggi, o Projeto de Lei acaba sendo um mecanismo criado para legalizar a falta de repasse do Governo Federal aos estados e municípios no ano de 2014, referentes às perdas da Lei Kandir. “Digo isso em referência à compensação das perdas com a Lei que isenta do tributo ICMS os produtos e serviços destinados à exportação e com isso, Mato Grosso é um dos maiores beneficiados, já que deixa de arrecadar R$ 2 bilhões/ano sobre os produtos primários”, explicou.
Governadores
Na tarde desta terça-feira (15) os governadores de Mato Grosso, Pedro Taques (PDT); Pará, Simão Jatene (PSDB) e os vice-governadores do Mato Grosso, Carlos Favaro; e de Goiás, José Eliton de Figuerêdo Júnior, pediram ao presidente do Senado, Renan Calheiros a votação imediata da proposta.














