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Kleber Lima afirma que o negociador da prefeitura será o secretário de Saúde e não o prefeito.
MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
O secretário de Governo e Comunicação de Cuiabá, Kleber Lima, declarou em entrevista ao programa de rádio Chamada Geral, na manhã desta quinta-feira (5), que a greve declarada pelos médicos do serviço público municipal é injustificável e tem caráter político.
"Ela só pode ser explicada por algum aspecto político. Partido político é outra instituição. Eles precisam ir para lá fazer enfrentamento político".
“Essa greve, ela é imotivada. Ela é injustificada. Ela só pode ser explicada por algum aspecto político, porque eu venho do movimento social, participei de movimentos populares durante metade da minha vida, e a gente precisa entender que sindicato, associação de classe não é partido político. Partido político é outra instituição. Eles precisam ir para lá fazer enfrentamento político. Aqui nós precisamos preservar os interesses da sociedade”, disparou.
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O secretário argumenta que a Prefeitura já estava negociando com a categoria, quando foi surpreendida pelo anúncio, feito na noite desta terça-feira (3), após assembleia do sindicato dos médicos, deflagrando uma paralisação que afeta 100% do atendimento das unidades básicas de saúde, a partir da próxima segunda-feira (9). Apenas 30%, conforme rege a lei, devem continuar no atendimento de urgência e emergência na UPA, Policlínicas e PSFs.
"Sindicato não escolhe negociador da Prefeitura. Quem escolhe é o prefeito. Então se eles querem negociar, voltem para a negociação que estava em curso e negociem com o secretário".
“Eles não nos notificaram. Nós tomamos a inciativa de provocar a junta do Tribunal de Justiça e pedir uma conciliação com eles. Aí houve uma primeira reunião no dia 14 e foi a única que existiu até hoje, provocada por nós (...) Na reunião do dia 14 ficou agendada uma nova reunião, uma nova rodada de negociação para o dia 23 de fevereiro. O que significa isso? Nós estamos ou imaginávamos que estávamos em processo de negociação”, frisou.
Segundo Kleber, as alegações da categoria seriam vagas já, que das 12 reivindicações, a Prefeitura provou que 8 já teriam sido atendidas.
Na entrevista o secretário voltou a criticar a exigência do Sindmed em exigir que a negociação seja feita apenas com o prefeito Mauro Mendes (PSB).
“Esse é o primeiro problema de quem quer estabelecer uma negociação: é você impor condições. (...) Primeiro quero dizer que o sindicato não escolhe negociador da Prefeitura de Cuiabá. Quem escolhe é o prefeito Mauro Mendes (PSB) e ele já determinou que é o secretário de Saúde. Então se eles querem negociar, voltem para a negociação do que estava em curso e negociem com o secretário Ari Júnior. Se o secretário achar necessário, ele trará o prefeito para negociar algum impasse, no momento em que ele julgar que é oportuno. Mas é desrespeitoso da parte do sindicato exigir que o negociador não seja o secretário da pasta”, declarou.
Na entrevista, Kleber Lima argumentou que a nova diretoria do Sindmed estaria ‘criando problemas’, já que com a administração passada Cuiabá não teve nenhuma greve ao longo de dois anos, porque o sindicato se dispunha a negociar com a Prefeitura, o que segundo o secretário não estaria ocorrendo agora. Já que a categoria não procurou o secretário de Saúde para qualquer negociação.









Francisco Botelho Pinto 05/02/2015
Esse secretário é muito autoritário e petulante. Estou e decepcionando com o prefeito Mauro Mendes, de quem sou eleitor. Tudo que vai errado é culpa dos outros. Cuiabá está com as ruas sujas, cheias de terra mal limpa, e a culpa não é da prefeitura, é sempre da Secopa. O transporte coletivo é de péssima qualidade, e há aumento das passagens e a culpa não é da prefeitura, o Prefeito diz que a população está errada e quer tumultuar. A saúde pública está na UTI, os médicos e profissionais da saúde sendo mal tratados e a Prefeitura diz que eles não tem o que reclamar. É brincadeira. Esse secretário pinta que Cuiabá está as mil maravilhas, e o prefeito acredita. E para finalizar, cadê o tão prometido, o novo pronto socorro e hospital de Cuiabá que ficaria pronto até 2016? É sr. Mauro Mendes, as coisas vão ficar difícil ano que vem, ano da reeleição. Como explicar o inexplicável?
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