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18 de Abril de 2015, 16h:00 - A | A

POLÍTICA / CAIXA DE SILVAL

'Se havia R$ 1,2 bi na conta, quitasse os restos a pagar', dispara Taques

Segundo o governador, o montante citado por Silval seria de uma soma de valores que não seriam devidamente do governo.

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“A matemática é correta, dois mais dois dificilmente podem ser cinco, salvo se for uma fraude

“A matemática é correta, dois mais dois dificilmente podem ser cinco, salvo se for uma fraude".

MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO



Mesmo afirmando que não iria “bater boca” com o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), que alega ter deixado R$ 1,2 bilhão em caixa, o governador Pedro Taques (PDT), que garante ter encontrado apenas R$ 84 mil na conta única, disparou, durante entrevista a uma emissora de TV  contra as declarações de seu antecessor, com as quais parece já ter perdido a paciência.

"Se existia tanto dinheiro assim porque não foi feito os repasses para os municípios de R$ 35 milhões para a saúde? Se existia tanto dinheiro assim porque os restos a pagar não foram pagos?"

“Algumas perguntas precisam ser feitas. Se existia tanto dinheiro assim por que não foram feitos os repasses para os municípios de R$ 35 milhões para a saúde? Se existia tanto dinheiro assim por que os restos a pagar não foram pagos? Porque aí não seriam restos a pagar. Este valor está no balanço da administração passada, entregue pela nossa administração ao Tribunal de Contas”, disparou.

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Segundo o governador, o montante citado por Silval seria de uma soma de valores que não seriam devidamente do governo.

“A matemática é correta, dois mais dois dificilmente podem ser cinco, salvo se for uma fraude. (...) Vejo que isso é falta de capacidade de gestão".

“Aí não tem recurso do poder Executivo. Aí existe recurso do Poder Judiciário, do Ministério  Público, da Assembleia Legislativa e de verba de convênio que o estado precisa dar a sua contrapartida”, declarou.

Durante a entrevista, Taques fez questão de frisar que se tivesse recebido o governo com o montante, que Silval disse que deixou, não estaria enfrentando tantas dificuldades atualmente.

“Se Mato Grosso tinha essa quantidade de dinheiro, porque é porque o dinheiro não foi gasto. O bom administrador, o bom gestor não é aquele que guarda dinheiro, o lucro do estado não é guardar dinheiro. O lucro do estado é concretizar políticas públicas, construir hospitais, equipar hospitais, construir escolas, reformar escolas. Nós temos 748 escolas,  a maioria delas em péssimas condições, é preciso de R$ 300 milhões de para reformar as escolas. Se Mato Grosso tinha em caixa R$ 1.200 bilhão por que reformou as escolas? Então por que não construiu hospitais? (...) Esse dinheiro não pertence ao poder Executivo”, ressaltou.

Taques destacou que essa divergência será explicada, nos próximos dias pelo secretário de fazenda, Paulo Brustolin, em audiência pública e avaliou o governo de Silval como incapaz. 

“A matemática é correta, dois mais dois dificilmente podem ser cinco, salvo se for uma fraude. (...) Vejo que isso é falta de capacidade de gestão. Eu não sou o último grão de soja desse cerrado. Erro. Todos erram, mas estamos procurando mostrar ao cidadão a verdade”, alfinetou.

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Gilston 20/04/2015

Meu amigo governador, se me permita chamar de amigo. Todo governadores e prefeitos deixam restos a pagar quando sai, Até o senhor quando for sair e tiver obras em andamentos vai deixar resto a pagar.O ex-governador que passou seu cargo com muitas obras em andamento não é exceção, Não tem como pagar antecipados se os contratos estão em andamento e o senhor sabe disso como ex-procurador federal que é. Chega de mídia, Mato Grosso ta te esperando.

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OLIVEIRA CUIABANO 20/04/2015

AS VEZES EU PERGUNTO MAS JÁ ACONTECEU EM CUIABÁ, QUANDO O ROBERTO FRANÇA ERA PREFEITO DEIXOU UM MONTE DE DIVIDAS ATRASADAS, FOLHA DE PAGAMENTO E FORNECEDORES, POREM O MESMO DEIXOU O DINHEIRO TAMBÉM E O WILSON SANTOS PAGOU COM O DINHEIRO QUE ESTAVA EM CAIXA, ATÉ HOJE NÃO ENTENDI PORQUE ELE NÃO PAGOU E DEIXOU O DINHEIRO NO CAIXA, EU NÃO SEI SE ERA PARA FECHAR AS CONTAS E COM O PAGAMENTO PODERIA ATRASAR ALGUMA COISA EU NÃO SEI. MAS PODE ACONTECER ISSO PORQUE AS VEZES ALGUM DINHEIRO DE REPASSE CAI NA ULTIMA HORA E NÃO DA PARA FAZER OS PAGAMENTO. PORTANTO SR PEDRO TAQUES, NÃO E MOVIDA DE DE FICAR DINHEIRO EM CAIXA O QUE NÃO PODE ACONTECER E DO ESTADO FICAR DO JEITO QUE ESTA, PARADO

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MMadalena 19/04/2015

EXCLUSIVO: MP não conclui investigação e adjunto de Taques recebe R$ 5,7 milhões em Cartas de Crédito Algo não cheira bem há muito tempo na Secretaria de Fazenda. A SEFAZ/MT emitiu aos seus fiscais em 2008 cerca de R$150 milhões em cartas de crédito a título de "saldo de cotas". O valor teve, segundo levantamento da AGE, um superfaturamento de R$ 253 milhões e serviu de base para uma ampla investigação, inclusive do Ministério Público, que até o momento não foi finalizada. Para se entender o caso, é preciso entrar nos seus detalhes: O que são saldos de cota? A explicação didática é a seguinte: o fiscal receberia seu salário se cumprisse metas, por exemplo, em um mês fiscalizaria 10 empresas, se fiscalizasse 15 haveria "excesso de cota" e a diferença comporia um "saldo" a ser usado quando não atingisse a meta mensal, ou ainda quando aposentasse ou destinado à família caso morresse antes da aposentadoria. Portanto, o "saldo de cotas" era um controle que registrava a produtividade do fiscal e foi usada de 1992 até 2000 quando todos os penduricalhos salariais foram abolidos em prol de um controle maior da folha, com uma única verba salarial, o subsídio. E o saldo de cotas? Os fiscais se sentiram ameaçados e temeram perder seu "crédito virtual" a não ser que o transformasse em "crédito real" e para isso buscaram a justiça, e antes que o processo se findasse o governo acenou com acordo. Quem quisesse continuar na justiça continuaria ou poderiam renunciar supostos créditos, que poderiam demandar tempo, e terem-nos impugnados ao final. Cerca de 97% dos fiscais aceitaram o acordo do governo. Assim se criou a Portaria nº 044/SAIP/SUGP/SEFAZ/03 para desenvolver estudos e propor soluções para o pagamento dos saldos de quotas de produtividade fiscal, acumulados pelos integrantes do Grupo TAF. Entre um dos estudiosos, estava José Roberto Miorim (Foto), futuramente seria dirigente sindical e recentemente nomeado secretário adjunto na Sefaz. Comenta-se inclusive que ele seja o Secretário de fato, sendo que Paulo Brustolin é como uma 'Rainha da Inglaterra'. O que restou apurado foram os valores médios de R$150 mil para cada fiscal, alguns mais e outros menos, dentre os quase mil beneficiários. Dentre eles se destacam os indefectíveis "caxias", tanto considerados brilhantes e altamente produtivos quanto sem vida social, todos com valores calculados na faixa de R$ 1,5 milhão, sendo que faz parte desse grupo o ex-secretário Marcel de Souza Cursi. O que registra a "Relação dos Titulares das Certidões de Crédito – Saldo de Cota Grupo TAF", emitido pelo TCE/MT é que se existem fiscais aplicados, que recebem R$150 mil, os brilhantes que recebem R$1,5 milhão, também existem os "gênios da raça" que superam tudo, como um fiscal que fez jus a R$ 4 milhões, e José Roberto Miorim, com R$ 5,7 milhões. Confira abaixo: O TCE/MT trabalhou num extenso relatório restringindo a atuação da Sefaz em vários pontos sobre as cartas de crédito de todo o funcionalismo em 2011 após o escândalo das "Cartas Marcadas" a pedido do MPE e resultou no consenso de que emitir as tais cartas de crédito não era injusto apenas com o servidor público e sim muito mais danoso ao estado de MT. A operação "Cartas Marcadas" foi o resultado da investigação policial registrada sob o número 180/2011 e que apontou supostos cálculos superfaturados e valores finais indevidos a quem não merecia, sendo que seu excesso foi absorvido pelo mercado das cartas de crédito. E o que tem a ver a operação "Cartas Marcadas" com o "Saldo de Cotas"? A engenharia é a mesma. Se os créditos são devidos ou não esse é um ponto que não se esperará uma geração inteira para se descobrir. Então os sindicatos agem em nome dos seus servidores que abrem mão de até 60% do que o governo supostamente lhes deve. O governo emite as cartas de crédito e, o detalhe, nesse momento se descobre a existência de um especialista na transação, no caso dos "Saldos de Cota" se contou com a expertise de Alex Montanari Ortolan, e no caso das "Cartas dos Agentes Fazendários", se contou com Ocimar Carneiro de Campos. As cartas de crédito dos agentes fazendários emitidas em 2009 eram legitimas? Pelo sim e pelo não se abriu a investigação na delegacia fazendária e se notou que havia dúvidas tão fortes que se chegou a prender muita gente e hoje alguns dos seus bens estão bloqueados. O MPE agiu razoavelmente rápido e o promotor Gilberto Gomes, como cautela, chegou a questionar a origem dos créditos dos agentes fazendários através de petição ao processo originário de 1996. Aparentemente a "engenharia" da emissão das cartas dos agentes fazendários de 2009 contou com a experiência das cartas de crédito dos fiscais de 2008 e talvez por serem precursores que o processo dos "saldos de cota" acabou sendo objeto de investigação através do Inquérito Policial 131/2010, e pelo correlato 142/2010. Chama atenção o fato de que até o momento, a investigação não foi concluída pelos promotores responsáveis pelo caso e quem recebeu a mais volumosa quantia virou secretário-adjunto de estado no governo Pedro Taques. Coletada do veículo: MUVUCA POPULAR Publicada no veículo em: 09/03/15

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alexandre 18/04/2015

O bom administrador, o bom gestor não é aquele que guarda dinheiro, o lucro do estado não é guardar dinheiro. O lucro do estado é concretizar políticas públicas, construir hospitais, equipar hospitais, construir escolas, reformar escolas e ´exatamente o que ele está fazendo a 100 dias e agora juntando dinheiro...

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