Assessoria

A filiação de Taques contou com a presença de lideranças nacionais do PSDB, que o apontaram como um homem de projetos em nível nacional.
KEKA WERNECK
DA REDAÇÃO
O cientista e analista político João Edisom, professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), vê a filiação do governador Pedro Taques ao PSDB como um “gol” dentro do jogo estratégico eleitoral.
“Estamos falando da filiação de um governador que sai de um partido da base aliada da Presidência da República para oposição. Isso, dentro do jogo, é como um gol”, afirma o pesquisador
Segundo ele, a filiação é o maior evento após as eleições locais e possivelmente o maior também entre eleições.
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“Estamos falando da filiação de um governador que sai de um partido da base aliada da Presidência da República para oposição. Isso, dentro do jogo, é como um gol”, afirma o pesquisador, que disse estar presente no ato de filiação nesta condição e não como apoiador.
Levando em conta o momento político pelo qual o Brasil passa, a chegada de Taques ao 'ninho tucano', com a presença das principais lideranças da sigla desejando as boas-vindas, indica que ele terá destaque nacional, influindo na próxima campanha eleitoral.
A disputa é acirrada e Taques foi destacado pelas lideranças tucanas como um trunfo, um nome ilibado, que pode puxar com moral a campanha contra a corrupção.
João Edisom destacou que o momento é de discursos de ataques ao PT, ainda mais que o ex-presidente Lula, anunciou, no dia anterior à filiação de Taques, que, se preciso for, sairá candidato em 2018. “Se pensam que estamos mortos, estão muito enganados”, disse Lula.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, em sua fala no ato de filiação de Taques, propôs o combate à “praga do PT”, que, segundo ele, minou o país.
A disputa é acirrada e Taques foi destacado pelas lideranças tucanas como um trunfo, um nome ilibado, que pode puxar com moral a campanha contra a corrupção.
COMPARAÇÃO COM DANTE
"O que existe é uma relação histórica. Os dois têm em comum que saíram do PDT e foram para o PSDB”, frisou João Edisom.
O cientista político João Edisom vê grandes diferenças entre os dois ícones tucanos, Pedro Taques e Dante de Oliveira, que se projetou como o “homem das Diretas Já”.
“São perfis completamente diferentes”, destaca o professor. “Dante nasceu político, tinha veia política, tinha uma expansão maior nacional. Já Taques vem de uma carreira profissional (de destaque, como procurador da República). O que existe é uma relação histórica. Os dois têm em comum que saíram do PDT e foram para o PSDB”.
A ex-deputada e viúva de Dante, Telma de Oliveira, que conduz o movimento de mulheres tucanas, tem a mesma opinião, destacando que os dois – Dante e Taques – podem ter perfis diferentes, mas defendem bandeiras iguais: liberdade, justiça social e democracia plena.
A mãe de Dante, dona Maria, participou da cerimônia de filiação.
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A mãe de Dante, dona Maria, participou da cerimônia de filiação.













