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18 de Novembro de 2016, 11h:35 - A | A

POLÍTICA / CAIXA VAZIO

Salário de servidores do MPE pode atrasar, avisa Paulo Prado

O procurador-geral de Justiça, Paulo Prado, disse ao RepórterMT, que depende do repasse do governo para efetuar o pagamento do mês de novembro. Os salários deveriam ser pagos no dia 26, mas o governo pediu o prazo para fazer o repasse até o dia 10.

FRANCISCO BORGES
DA REDAÇÃO



Os salários dos servidores do Ministério Público Estadual (MPE), que costumam ser pagos dentro do mês trabalhado, correm grande risco de sofrer o primeiro atraso agora em novembro, quando o pagamento deveria ser feito no dia 26, mas não há dinheiro em caixa para cumprir porque o Executivo ainda não fez o repasse do duodécimo aos Poderes. A informação foi repassada ao , pelo procurador-geral de Justiça, Paulo Prado, que afirmou estar discutindo com a equipe econômica do órgão como poderá ser feito o pagamento de R$ 21 milhões da folha salarial.

"Ele [Taques] me disse que está esperando parte do dinheiro da repatriação que ainda falta chegar ao Estado e o pagamento do Auxílio Financeiro de Fomento às Exportações (FEX) para poder quitar o duodécimo".

 

Prado contou à reportagem que ainda não sabe a data em que será possível efetuar o pagamento, já que em conversas com o governador Pedro Taques (PSDB) este pediu prazo para fazer o repasse até o dia 10 de dezembro. “Ele [Taques] me disse que está esperando parte do dinheiro da repatriação que ainda falta chegar ao Estado e o pagamento do Auxílio Financeiro de Fomento às Exportações (FEX) para poder quitar o duodécimo. Sem isso ele não tem condições de pagar”, adiantou ao .

“Nós vamos receber esse montante assim que o Estado receber e se atrasar a vinda desses recursos nós teremos que atrasar os salários”, disse o procurador-geral.

Se atrasar o duodécimo, o salário dos 846 servidores e 247 membros do órgão em Cuiabá e interior do Estado sofrerão atraso proporcional à entrada de dinheiro no caixa do Estado. “Nós vamos receber esse montante assim que o Estado receber e se atrasar a vinda desses recursos nós teremos que atrasar os salários”, disse o procurador-geral que também explicou que se o dinheiro chegar dentro do mês os salários serão pagos dentro do mês.

Prado frisou que existe um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre o chefe do Executivo e os titulares dos demais Poderes e que isso terá que ser cumprido.   

O procurador voltou a dizer que o país está em crise financeira e que essa isso atingiu Mato Grosso, mas que ainda assim precisa do repasse. “Estamos lutando para equilibrar as contas. Todos estão. Volto a repetir, o Estado precisa repassar R$ 21 milhões para o pagamento de pessoal do MPE, para cumprir o TAC que fora firmado”, disse.

NO VERMELHO

Sobre o governo estar com as contas "no vermelho", o secretário de Estado de Fazenda, Seneri Paludo, em audiência pública disse que o déficit até final do ano nas contas do estado pode chegar a R$ 1 bilhão.

Segundo o governo, as despesas entre janeiro e agosto deste ano foram maiores do que as receitas. 

Conforme Paludo, o total de receita orçamentária foi de R$ 9,389 bilhões, sendo que as despesas foram de R$ 9,561 bilhões.

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alexandre 18/11/2016

só a verba indenizatória é maior que o salario de muito servidor de nível superior. fora os auxilios.... receberam URV, RGA em 01/2016.

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