PAULO COELHO
DA REDAÇÃO
A possível fusão entre PSB e PPS não é uma questão ideológica, porque “já estamos intoxicados de ideologia”.
“Defendo a redução urgente do número de partidos políticos no país, temos que pensar num Brasil novo".
Essa é opinião do deputado federal Adilton Sachetti (PSB), que defendeu a fusão das duas siglas socialistas , assunto que vem sendo debatido em Brasília e que conta com o também apoio da maioria das lideranças nacionais dos dois partidos.
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“Defendo a redução urgente do número de partidos políticos no país, temos que pensar num Brasil novo. Nós estamos fazendo um discurso que já venceu há 50 anos. O cidadão hoje não quer saber se o partido é de esquerda ou de direita, ele quer é viver melhor, é ser atendido pelo Estado”, disse Sachetti, em entrevista ao RepórterMT.
O parlamentou negou que as discussões sobre a fusão com PPS tenham sido abertas oficialmente em Mato Grosso, mas avaliou que há conversas, informações e manifestações espontâneas de socialistas, que vêem na fusão, a saída para o fortalecimento de uma só legenda .
“Não posso dizer que dessa água não beberei. É tudo um arranjo de partido e não é a minha posição que vai definir isso.
Para o prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, maior nome do PSB de Mato Grosso, a fusão se faz-se necessária. De acordo com suas palavras à reportagem: “Ninguém agüenta mais tantos partidos que surgem a cada ano".
Para Sachetti, caso a fusão tenha êxito, a nova formatação da legenda poderá por lado a lado, ele próprio e o atual prefeito de Rondonópolis, Percival Muniz (PPS), o que significa dizer que Sachetti poderá apoiar a candidatura à reeleição do pepessista. É que o deputado do PSB, que já foi prefeito de Rondonópolis, já decidiu que não disputará a sucessão de Percival.
“Não posso dizer que dessa água não beberei. É tudo um arranjo de partido e não é a minha posição que vai definir isso. Eu tenho a minha opinião, o Percival tem a dele e essas opiniões serão ouvidas e no final e média ou maioria das pessoas ouvidas no partido é que vai definir se apoiaremos [ a disputa à reeleição]”, declarou.
Sachetti, também disse estar ajudando Muniz na administração rondonopolitana e que, inclusive, teria já destinado ao município, uma emenda de R$ 4 milhões para serem investidos à infraestrutura local. O parlamentar se esquivou de fazer uma análise mais profunda da gestão de Percival.
Adilton Sachetti,que foi eleito com a segunda maior votação, no ano passado, para deputado federal em Mato Grosso, ressaltou ao RepórterMT, que em seu entendimento, antes de se pensar em ideologia, há que pensar em resultado das ações políticas.
“Não digo que vai acabar a ideologia, mas vai deixar de ser o principal . Na época de campanha eleitoral, por exemplo, ninguém fala em ideologia. Os partidos viraram um balcão de negócios”, completou o deputado.









