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27 de Maio de 2014, 15h:55 - A | A

POLÍTICA / PROBLEMAS NO PS

Saad sugere sindicância na SMS; vereadores pedem saída de secretário de Saúde

ANA ADÉLIA JÁCOMO, da Redação

Vereador Ricardo Saad comenta reportagem apresentada no fantástico e critica secretário municipal

Vereador Ricardo Saad comenta reportagem apresentada no fantástico e critica secretário municipal

MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO



As denúncias veiculadas no programa semanal Fantástico, da Rede Globo, que mostraram uma série de irregularidades no Pronto Socorro de Cuiabá, no último domingo (25), têm dividido as opiniões dos vereadores da Capital e ‘colocado a cabeça’ do atual secretário Municipal de Saúde, Werley Peres, ‘a prêmio’.

Para o presidente da Comissão da Saúde, vereador Ricardo Saad (PSDB), o setor precisa de um representante melhor, já que o atual seria culpado pela crise.. A Câmara já estaria articulando implantar uma CPI para apurar o caso. “As pessoas erradas no lugar errado acontece o que está  acontecendo com a Saúde. Eu acho que o prefeito devia fazer sindicância na Secretaria também, porque não é possível que de dentro de onde se organiza tudo, tudo esteja certo, se está maior pé-de-guerra dentro do Pronto Socorro. Agora o culpado é o gestor e o gestor maior hoje na saúde é o secretário. Outro que tem culpa é o diretor do pronto socorro, que não toma atitude”, declarou. 

Após as denúncias apresentadas no Fantástico, o prefeito Mauro Mendes (PSB) determinou sindicância na Secretaria de Saúde. 

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Na sessão ordinária desta terça-feira (27), vereadores usaram a tribuna  para criticar as irregularidades apresentadas como a falta de médico, a mudança do horário de óbitos e até mesmo o caso de uma mulher que morreu sem conseguir o atendimento necessário. As críticas foram direcionadas tanto ao prefeito Mauro Mendes (PSB) e  por outros ao governador do Estado, Silval Barbosa (PMDB), mas a opinião, quase que unânime, na Casa dos Horrores, é pela saída do secretário de Saúde.

Em entrevista coletiva o vereador petista Alan Kardec disse que as irregularidades são crime federal. 

“Está faltando remédio em Cuiabá e a Prefeitura de Cuiabá faz dispensa de licitação para uma compra direta de combustível. Por que não faz uma dispensa de licitação para compra direta de medicamento e  enche os hospitais e postos de saúde de medicamento? Falta dipirona, falta medicamento para dor de barriga, então são dois pesos e duas medidas”, disparou.

"O Estado infelizmente quebrou a Saúde de Mato Grosso e de todos os municípios. Está faltando médico como está faltando o governo do Estado cumprir sua parte com Cuiabá".

Já o presidente da Casa, vereador Júlio Pinheiro (PTB), fez questão de ressaltar que a situação crítica vivida pelo Pronto Socorro muito se deve à falta de assistência do governo do Estado, que acabaria sobrecarregando a unidade, já que, centenas de pacientes do interior de MT e até de outros acabam desembarcando no PS cuiabano para receber atendimentio que não há em suas cidades. 

“O Estado infelizmente quebrou a Saúde de Mato Grosso  e de todos os municípios. Está faltando médico como está faltando o governo do Estado cumprir sua parte com Cuiabá. Esse  governo do Estado que detém mais de R$ 11 milhões de déficit com Cuiabá e não repassa o recurso. Esse governo do Estado que fez contrato com hospitais particulares, que paga R$ 5 milhões por mês,  enquanto paga R$ 1.200 para o Pronto Socorro de Cuiabá”, criticou.

De acordo com Saad ele já teria 15 votos para implantar a CPI, mas como na semana passada a Casa fez um acordo como prefeito para a realização de uma sindicância no pronto socorro, os vereadores irão acompanhar o resultado desse processo e somente depois decidirem sobre a CPI.

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