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Blairo deixou o governo em abril de 2010, quando o seu vice, Silval Barbosa (PMDB), assumiu o comando do Palácio Paiaguás.
ABDALLA ZAROUR
DA REDAÇÃO
O senador Blairo Maggi (PR) não vai comentar a divulgação feita pelo governo Pedro Taques (PDT) sobre as obras da Copa, na última segunda-feira (11).
Por meio da assessoria, Maggi se negou a comentar. Um dos principais responsáveis pela vinda da Copa do Mundo em Cuiabá, Blairo deixou o governo em abril de 2010, quando o seu vice, Silval Barbosa (PMDB), assumiu o comando do Palácio Paiaguás.
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Além de trazer a Copa para o Estado, Blairo também foi responsável pela reeleição de Silval Barbosa, que foi o comandante das obras da Copa na grande Cuiabá.
Anunciando 56 obras de mobilidade urbana, além da Arena Pantanal, para serem concluídas antes do início da Copa, marcado para o dia 12 de junho de 2014, Silval conseguiu concluir com muita dificuldade e atraso o estádio, que custou quase R$ 700 milhões. As outras obras se arrastam.
Blairo só conseguiu trazer a Copa para Mato Grosso por causa da boa relação política e pessoal que mantinha com o então presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva (PT). Pois foi no governo de Lula que houve a decisão de trazer a Copa para o Estado.
O ex-governador de Mato Grosso chegou a estar na Arena Pantanal antes da Copa, quando ela foi testada pela Copa do Brasil, entre Mixto e Santos/SP.
Após ter o nome envolvido na operação Ararath, em maio do ano passado, o senador resolveu se recolher e esconder dos holofotes da imprensa.
O inquérito da Operação Ararath, por causa de Maggi, segue no Supremo Tribunal Federal, onde ele passa a ter a companhia do seu sucessor, Silval Barbosa (PMDB).
Dados apresentados por Taques, durante a audiência pública, na segunda-feira (11), mostram uma situação alarmante sobre o 'Legado' deixado por Silval.
O mais interessante é que o levantamento apresentado foi baseado na empresa contratada pelo pemedebista para fazer relatórios mensais sobre o andamento das obras da Copa.
A empresa, contratada ao preço de R$ 46 milhões, mostrou que todas as obras da Copa não tinham projetos e que todas, segundo o relatório de dezembro de 2014, apresentam problemas estruturais.
A situação do VLT ainda é mais complexa. A obra não possui projeto e não há uma previsão final para quando o modal deve ser concluído.
Ao preço de R$ 1,47 bilhão, Silval pagou pela obra o valor de R$ 1,06 bilhão. Para complicar ainda mais a situação, não se sabe qual será o valor da tarifa, sendo especulado até R$ 10.
Mesmo já tendo dito que não vai mais continuar na vida pública, como político, o silêncio de Maggi incomoda.













