MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
A recente fala do ministro da Agricultura Neri Geller (PMDB) de que não declararia, por enquanto, qual candidato a governador de Mato Grosso apoiaria, irritou o cacique do PMDB, no estado, deputado federal Carlos Bezerra (PMDB) e está movimentando os bastidores da coligação que traz o petista Lúdio Cabral (PT), como candidato ao governo e a deputada Teté Bezerra (PMDB) como vice. Para oficializar o apoio do ministro, um grande ato está sendo organizado, a fim não deixar margem de dúvida sobre seu compromisso.
"Se ele tem uma filiação do mesmo partido do vice-presidente da República, não pode titubear. Apoio à Dilma, em Mato Grosso é apoio a Lúdio”
“Estamos muito preocupados com a ambiguidade do comportamento do ministro. Nós achamos que se ele tem uma filiação do mesmo partido do vice-presidente da República, não pode titubear em relação ao apoio à Dilma, e apoio à Dilma, em Mato Grosso, significa apoio a Lúdio”, disparou o presidente do PT em Mato Grosso, Willian Sampaio.
O presidente ressaltou que a atitude de Geller causou estranheza, já que o compromisso do ministro com a coligação “Amor a Nossa Gente” era dado como certo e a partir do momento que ele deixa de declarar apoio a Lúdio, ele beneficia a candidatura do maior opositor do PT, em Mato Grosso, o candidato ao governo, Pedro Taques (PDT).
“O Taques é adversário da Dilma, então nós temos uma preocupação com isso porque nós conversamos com ele, e ele assegurou que estaria firmemente fazendo a campanha da ‘dobradinha’ Lúdio e Dilma, por isso o que ‘saiu’ nos preocupou”, declarou.
Sampaio também pontuou que a coordenação nacional do partido está procurando Geller para marcar uma data para a realização do grande ato público de apoio a Lúdio e Dilma.
“A gente quer fazer o mais rápido o possível, principalmente por causa desses rumores, que surgiram (...) para não restar dúvida que o ministro apoia o Lúdio e apoia a Dilma”, ressaltou.
















