PAULO COELHO
DA REDAÇÃO
O presidente do PDT de Mato Grosso, deputado estadual Zeca Viana disse nesse fim de semana ao RepórterMT, que o partido tanto em Mato Grosso, como em nível nacional, espera que o governador Pedro Taques, maior liderança pedetista do Estado e umas das principais do país, decida se vai ficar ou sair da sigla.
"Politicamente, não seria nada bom, deixar um partido onde ele tem o domínio, para apenas ser mais um em outro partido, onde tem muitos caciques; e aqui o único cacique é ele”.
Viana participou na sexta-feira (15) de reunião no Rio de Janeiro, da executiva nacional do PDT, mas disse que o situação específica de Taques não teve nenhuma abordagem deliberativa.
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“Eu particularmente não acho que ele deixará o PDT para ir para outro partido, como o PSDB, por exemplo,acho que para ele, politicamente, não seria nada bom, deixar um partido onde ele tem o domínio, para apenas ser mais um em outro partido, onde tem muitos caciques; aqui o único cacique é ele”, apontou Zeca, frisando que a posição da nacional, tomada na última sexta-feira, continua sendo que “o melhor é aguardar a decisão do governador”.
Também nesse fim de semana o deputado federal Nilson Leitão, presidente regional do PSDB, admitiu à reportagem que as principais lideranças tucanas do país, já fizeram o convite a Taques para ingresse na legenda de Fernando Henrique Cardoso.
"Todos os nossos líderes o convidaram para vir para o PSDB, desde Fernando Henrique, [Geraldo] Alckmim, Aécio, enfim todos já o convidaram”.
“Pedro Taques está sendo cortejado pelo PSDB, desde que ele comentou em público o desejo de deixar o PDT, então todos os nossos líderes o convidaram para vir para o PSDB, desde Fernando Henrique, [Geraldo] Alckmim, Aécio, enfim todos já o convidaram”, disse Leitão, que também esteve, por cinco dias até quinta-feira passada (14) nos Estados Unidos com Taques, Fernando Henrique Cardoso, Marconi Pirillo (governador tucano de Goiás).
O governador mato-grossense tem tratado do assunto, quando em público, com certa cautela, mas não hesita em reafirmar seu descontentamento com o PDT nacional, que insiste em integrar a base governista da presidente Dilma Roussef (PT).
Pedro Taques vê, inclusive, nas articulações de fusão de siglas, como a envolvendo PSB e PPS, uma grande possibilidade de deixar o PDT, sem incorrer no crime de infidelidade partidária. No caso específico dessa fusão entre as siglas socialistas seria essa uma outra via considerada como possível por Taques, já que em nível estadual, teria afinidades de sobra com lideranças das duas siglas que se uniriam, como os prefeitos de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB) e o de Rondonópolis, Percival Munis (PPS).














