PAULO COELHO
DA REDAÇÃO
Enquanto o governador Pedro Taques (PDT) se esforça para “engolir” o PDT, nos bastidores crescem as especulações em torno da possível mudança de partido do chefe do Executivo mato-grossense.
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O PSDB lidera a fila para ter o governador Pedro Taques (PDT) no ninho tucano.
Visivelmente insatisfeito no PDT, Taques chegou a admitir o assédio de “vários partidos” que nesses últimos dias o teriam convidado a mudar de agremiação.
“Ele é um quadro que é muito parecido conosco, foi colega de bancada do senador Aécio Neves (PSDB) no Congresso, apoiou a candidatura do Aécio para presidente e tem uma linha de pensamento parecida com a nossa”, apontou o presidente regional do PSDB, deputado federal Nilson Leitão (PSDB).
Porém, ninguém dentro do PDT estadual e nacional acredita que Pedro Taques teria coragem de arriscar a troca partidária nesse momento, devido ao risco de cometer a implacável infração de infidelidade partidária.
Ou seja, conforme a legislação eleitoral em vigor no país, Taques só pode mudar de legenda se for para ingressar na criação de outra ou então, sem caso de comprovada perseguição ou constrangimento dentro do partido de origem.
Na primeira hipótese, o governador de Mato Grosso não tem nenhum projeto ou engajamento na criação de uma nova legenda.
Já na segunda opção, Taques coleciona desentendimentos dentro do PDT, principalmente em nível local, onde ele e o presidente da sigla, deputado Zeca Viana, têm tido postura e pensamentos radicalmente opostos. Em alguns casos, tem sobrado críticas árduas de Viana pra cima do governador e sua equipe de gestão.
“Eu estou convidando o Pedro para vir conosco, ainda não oficializamos o convite, mas quero tornar público que nós do PSDB estamos escancarando as portas do partido para tê-lo conosco. Se ele acha r um caminho legal para deixar o PDT e resolver trocar de casa, nós queremos ter o governador no PSDB”, reforçou o deputado estadual Wilson Santos que, inclusive, é líder de Pedro Taques na Assembleia Legislativa.
O pedetista Zeca Viana, por sua vez, não acredita que a mudança se dê tão fácil assim. Viana preside a legenda em Mato Grosso e é taxativo ao apostar que Taques não ousaria a trocar de sigla, a essa altura.
“Se ele (Taques) tivesse alguma segurança jurídica, ele já teria mudado”, disse o dirigente pedetista.
Para o governador sair do PDT, sem incorrer no risco de perder o mandado por infidelidade partidária, ele teria que convencer o diretório regional do partido a não representar contra ele e, principalmente o Ministério Público Eleitoral, que costuma ser rigoroso quanto a políticos infiéis.















edson 25/03/2015
imagina esses tres no poder.
1 comentários