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05 de Setembro de 2015, 15h:58 - A | A

POLÍTICA / ‘JANELA PARTIDÁRIA’

PSDB é o que mais ganha e PSD se ‘esfacelar’ em MT, aponta analista

Para o jornalista e analista político, Onofre Ribeiro, a emenda aprovada no PLC 75, que faz parte da chamada Reforma Política, foi votada em uma hora muito ruim para os partidos.

Reprodução

"Eu não vejo futuro na ida de Janaina e Blairo para o PMDB", diz Onofre

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



Mesmo antes de ser aprovada pelo Senado, na noite de quarta-feira (2), a polêmica ‘janela partidária' já movimentava os bastidores da política em Mato Grosso. Agora praticamente com a certeza da liberação, de que deputados e vereadores terão 30 dias para a migração de legenda que ficará permitida por cada dois anos, com 13 meses de antecedência da data das eleições, lideranças de praticamente todas as siglas ‘correm’ contra o tempo para escolher a melhor opção.

 

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"Essa ‘janela’ está atropelando [o momento] para dar uma sobrevida a esses partidos que estão aí. Em minha opinião o Senado aprovou a continuidade do fisiologismo”, opina Onofre.

 

Para o jornalista e analista político, Onofre Ribeiro, a emenda aprovada no PLC 75, que faz parte da chamada Reforma Política, foi votada em uma hora muito ruim para os partidos. “Você tem o governo da Dilma, o PT que era o maior partido do país, além de outros partidos sem grande importância se esfacelando. Então, essa ‘janela’ está atropelando [o momento] para dar uma sobrevida a esses partidos que estão aí. Em minha opinião o Senado aprovou a continuidade do fisiologismo”, opina Onofre.

 

“A ida do governador Pedro Taques para o PSDB traz o partido para uma oposição importante dentro do estado, por isso é o que mais deve ganhar com essa ‘janela", frisou.

 

O analista também é enfático ao afirmar, que em Mato Grosso, o PSDB será o mais fortalecido com o troca-troca de siglas e pode se tornar a maior bancada do Poder Legislativo do estado com a chegada dos deputados Pedro Satélite (PSD) e Dilmar Dal Bosco (DEM). Situação bem contrária pela qual passa o PDT, do deputado estadual Zeca Viana, que registrará mais baixa com a perda do deputado Leonardo Albuquerque que está dando sinais que irá ‘pousar’ no ‘ninho tucano’.

 “A ida do governador Pedro Taques para o PSDB traz o partido para uma oposição importante dentro do estado, por isso é o que mais deve ganhar com essa ‘janela’. Podemos lembrar aqui quando o ex-governador Dante de Oliveira deixou o tucanato e muitos deputados o acompanharam, agora não será diferente”, frisou.

O PT e o PMDB parecem mesmo serem cartas fora do baralho. É praticamente impossível pensar em crescimento destes dois partidos em Mato Grosso. “O PT está esfacelado, o PMDB não terá ganho nem mesmo com a ida do senador Blairo Maggi [considerado político solitário]”, defende.

 

A situação do PSD é a pior até o momento. Além de perder o deputado estadual Pedro Satélite, também terá a desfiliação de Janaina Riva e Gilmar Fabris que devem seguir para o PMDB de Carlos Bezerra.

 

A situação do PSD é a pior até o momento. Além de perder o deputado estadual Pedro Satélite, também terá a desfiliação de Janaina Riva e Gilmar Fabris que devem seguir para o PMDB de Carlos Bezerra. Os sociais democratas perderam representatividade com a mudança de governo e as prisões do seu fundador José Riva, investigado em várias operações do Ministério Público Estadual e preso por três vezes.

“Além do PSD, o PR fica sem um de seus senadores [Blairo Maggi] e alguns deputados. Mas o PSD deve ser mesmo o grande perdedor. Eu não vejo futuro na ida de Janaina e Blairo para o PMDB porque eles não irão ter mando dentro do partido. O Bezerra não vai deixar”, analisa Onofre.

Já o DEM perderá representante na Assembleia, porque Dilmar já garantiu que irá seguir os passos de Pedro Taques ao PSDB e levará consigo o irmão Dilceu Dal Bosco, que já é pré-candidato a prefeito de Sinop.

REFORMA POLÍTICA

Atualmente os parlamentares só poderiam trocar de partido sem perder o mandato, caso fossem para uma sigla recém-criada com exceção dos cargos majoritários de governador, senador e prefeito.

 A ideia é evitar o surgimento de novas legendas para os insatisfeitos. O projeto de emenda aprovada no PLC 75 faz parte da chamada Reforma Política.

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