RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
Mesmo antes de ser aprovada pelo Senado, na noite de quarta-feira (2), a polêmica ‘janela partidária' já movimentava os bastidores da política em Mato Grosso. Agora praticamente com a certeza da liberação, de que deputados e vereadores terão 30 dias para a migração de legenda que ficará permitida por cada dois anos, com 13 meses de antecedência da data das eleições, lideranças de praticamente todas as siglas ‘correm’ contra o tempo para escolher a melhor opção.
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"Essa ‘janela’ está atropelando [o momento] para dar uma sobrevida a esses partidos que estão aí. Em minha opinião o Senado aprovou a continuidade do fisiologismo”, opina Onofre.
Para o jornalista e analista político, Onofre Ribeiro, a emenda aprovada no PLC 75, que faz parte da chamada Reforma Política, foi votada em uma hora muito ruim para os partidos. “Você tem o governo da Dilma, o PT que era o maior partido do país, além de outros partidos sem grande importância se esfacelando. Então, essa ‘janela’ está atropelando [o momento] para dar uma sobrevida a esses partidos que estão aí. Em minha opinião o Senado aprovou a continuidade do fisiologismo”, opina Onofre.
“A ida do governador Pedro Taques para o PSDB traz o partido para uma oposição importante dentro do estado, por isso é o que mais deve ganhar com essa ‘janela", frisou.
O analista também é enfático ao afirmar, que em Mato Grosso, o PSDB será o mais fortalecido com o troca-troca de siglas e pode se tornar a maior bancada do Poder Legislativo do estado com a chegada dos deputados Pedro Satélite (PSD) e Dilmar Dal Bosco (DEM). Situação bem contrária pela qual passa o PDT, do deputado estadual Zeca Viana, que registrará mais baixa com a perda do deputado Leonardo Albuquerque que está dando sinais que irá ‘pousar’ no ‘ninho tucano’.
“A ida do governador Pedro Taques para o PSDB traz o partido para uma oposição importante dentro do estado, por isso é o que mais deve ganhar com essa ‘janela’. Podemos lembrar aqui quando o ex-governador Dante de Oliveira deixou o tucanato e muitos deputados o acompanharam, agora não será diferente”, frisou.
O PT e o PMDB parecem mesmo serem cartas fora do baralho. É praticamente impossível pensar em crescimento destes dois partidos em Mato Grosso. “O PT está esfacelado, o PMDB não terá ganho nem mesmo com a ida do senador Blairo Maggi [considerado político solitário]”, defende.
A situação do PSD é a pior até o momento. Além de perder o deputado estadual Pedro Satélite, também terá a desfiliação de Janaina Riva e Gilmar Fabris que devem seguir para o PMDB de Carlos Bezerra.
A situação do PSD é a pior até o momento. Além de perder o deputado estadual Pedro Satélite, também terá a desfiliação de Janaina Riva e Gilmar Fabris que devem seguir para o PMDB de Carlos Bezerra. Os sociais democratas perderam representatividade com a mudança de governo e as prisões do seu fundador José Riva, investigado em várias operações do Ministério Público Estadual e preso por três vezes.
“Além do PSD, o PR fica sem um de seus senadores [Blairo Maggi] e alguns deputados. Mas o PSD deve ser mesmo o grande perdedor. Eu não vejo futuro na ida de Janaina e Blairo para o PMDB porque eles não irão ter mando dentro do partido. O Bezerra não vai deixar”, analisa Onofre.
Já o DEM perderá representante na Assembleia, porque Dilmar já garantiu que irá seguir os passos de Pedro Taques ao PSDB e levará consigo o irmão Dilceu Dal Bosco, que já é pré-candidato a prefeito de Sinop.
REFORMA POLÍTICA
Atualmente os parlamentares só poderiam trocar de partido sem perder o mandato, caso fossem para uma sigla recém-criada com exceção dos cargos majoritários de governador, senador e prefeito.
A ideia é evitar o surgimento de novas legendas para os insatisfeitos. O projeto de emenda aprovada no PLC 75 faz parte da chamada Reforma Política.














