PAULO COELHO
DA REDAÇÃO
Sem referência política, desde a prisão do ex-deputado José Riva, o PSD está mesmo sem 'norte', sem referência e à beira de um esvaziamento total.
Depois do descontentamento com o partido, admitido pela deputada Janaina Riva, o mesmo ocorrendo com o colega dela, Pedro Satélite, onde ambos também admitem deixar a legenda, agora é a vez do deputado Gilmar Fabris, líder da bancada peessedista na Assembleia Legislativa, externar sua preocupação com a falta de rumo que a sigla está, após a prisão de José Riva.
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“O partido ficou à deriva, esse partido foi construído pelo companheiro Riva. Todo mundo ficou aguardando uma fala dele, fala essa que provavelmente ele terá que pronunciar, liberar esse pessoal, dizendo que está fora”, avaliou Fábris.
“O partido ficou à deriva, esse partido foi construído pelo companheiro Riva, a maioria das pessoas que está dentro do partido, em nível de municípios, foi ele que buscou e por essa razão todo mundo ficou aguardando uma fala dele, fala essa que provavelmente ele terá que pronunciar, liberar esse pessoal, dizendo que está fora”, avaliou Fabris.
Os outros três deputados do PSD também criticaram a forma impositiva quanto ao nome de Dorner para comandar a agremiação, desconsiderando a opinião dos próprios parlamentares, detentores de mandatos, além das dezenas de prefeitos e vereadores social-democratas mato-grossenses.
“Do jeito que estão fazendo vão acabar com o partido. Se hoje temos 40 prefeitos e não estamos dando conta de segurar e agragar, muito mais difícil será formá-lo de novo”, disse, alegando não ter nada contra a pessoa de Roberto Dorner, enfatiza que não aceita “nada de güela abaixo, por aí, seu eu ficar, eu fico contrariado”.
“Do jeito que estão fazendo vão acabar com o partido. Se hoje temos 40 prefeitos e não estamos dando conta de segurar e agragar, muito mais difícil será formá-lo de novo”
No entanto o parlamentar não fala , ainda, em deixar o PSD, mas não concorda com a imposição , por parte da executiva nacional da legenda, de que em Mato Grosso o partido fique sob o comando do empresário e ex-deputado Roberto Dorner. Fabris defende que, mais do que discutir o assunto internamente, a presidência regional do PSD seja disputada por chapas interessadas em comandar a legenda.
“A menos que haja consenso, e a gente resolva que não haverá disputa, mas acho que teria gente interessada em disputar sim”
O
conversou sobre o asunto com Dorner, que desanimado, alegou não estar disposto a brigar com seus colegas para ter o comando do PSD,
É que o ex-deputado federal acaba de passar por um drama pessoal. A esposa dele, Ivete Dorner, morreu há cerca de um mês, vítima de um acidente de trânsito, o que o deixou desmotivado. “Não sei se ainda quero mexer com política, não sei se vale a pena, vou reavaliar isso”, disse.
Dos quatro deputados [Janina Riva, Fábris, Pedro Satélite e Zé Domingos Fraga] apenas Fraga não esboçou descontentamento com a sigla. É que ele trabalha internamente para ter seu nome indicado pela Assembleia, para a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Para Domingos, o PSD é o último partido dele.
Janaína deve dar resposta, até o mês que vem, ao cacique do PMDB, sobre convite feito a ela para ingressar naquela legenda. Satélite também admitiu estar “apenas esperando uma janela”, jurídica para deixar o PSD, “pois estamos sem referência alguma”.
Enquanto isso, o PSD, partido que pelo perfil e vontade de seu criador [José Riva] seria oposição ao governo do Estado, segue comedido na Assembleia Legislativa, com postura mais de situacionista do que de oposição, com raras aparições de Janaína, defendendo bandeiras calorosas do pai, inimigo político declarado do governador Pedro Taques (PDT), e vice-versa.















César 16/06/2015
Qual partido vai acolher esse mala sem alça do Gilmar Fabris?Com certeza PMDB.
1 comentários