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Cuiabá, 22 de Maio de 2024
22 de Maio de 2024

07 de Dezembro de 2010, 23h:31 - A | A

POLÍTICA /

Polícia ouve moradores do Dunhill; há relatos de briga e abuso de álcool



DA REDAÇÃO

A delegada Liliane de Souza Murata, da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), ouviu na tarde de terça-feira (07.12), moradores do Edifício Dunhill, na Avenida Ipiranga, em Cuiabá, de onde caiu o adolescente, João Vitor, de 16 anos, pouco depois da meia-noite do dia 28 de novembro.
 
Várias oitivas estão agendadas para toda esta semana. No inquérito, a polícia já ouviu em termos de declarações dez pessoas, entre eles, os pais do garoto, o síndico, o porteiro, moradores e alguns adolescentes. Informalmente, os investigadores que trabalham no caso, já entrevistaram mais de 30 pessoas, a maioria adolescentes. Muitos depois são intimados para comparecer na Delegacia e formalizar os depoimentos. 
 
A delegada Liliane informou que o andar da queda do adolescente ainda não foi esclarecido, pois foram encontrados um pé de chinelo no 5ª e outro no 6ª. De acordo com ela, as janelas do prédio têm altura de 1.50 metros, fato que dificultaria uma queda sem impulso. “Não tinha como ele cair, seria muito difícil isso”, afirma. “Achar quem, só se alguém falar. Esperamos contar com o depoimento da vítima”, conclui.
 
Também não foram encontradas marcas de mãos, pés ou sujeiras no peitoral das janelas do prédio. Um morador, logo que ocorreu a queda, teria fotografado todas as janelas, do térreo ao último andar, e também não identificou marcas assim como pericia do local, efetuada por peritos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). As fotos serão entregues à delegada.
 
Um morador também relatou que houve briga e durante a festa havia bebidas alcoólicas. Agora a polícia tentará descobrir quem comprou as bebidas e espera a recuperação do adolescente para ouvir ele.
 
As investigações prosseguem com oitivas de pessoas ligadas ao prédio e frequentadores da festa. A Polícia também aguarda recebimento dos laudos de exames periciais requisitados ao Instituto Médicina Legal (IML) e a Criminalística.
 
A delegada Liliane de Souza Murata vai se pronunciar diretamente sobre o caso somente no final das investigações.

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