facebook-icon-color.png instagram-icon-color.png youtube-icon-color.png tiktok-icon-color.png
Cuiabá, 16 de Junho de 2026
16 de Junho de 2026

11 de Agosto de 2014, 22h:26 - A | A

POLÍTICA / "É NEGOCIATA"

Pivetta diz que política está virando picaretagem e critica criação de partidos

O prefeito de Lucas do Rio Verde diz que se sentiu responsável em assumir a direção do grupo, com o desafio de manter a unidade.

MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO



O prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta (PDT), que se afastou de sua terceira gestão para coordenar a campanha do candidato a governador, Pedro Taques (PDT), após uma debandada de aliados, afirmou em entrevista ao programa Conexão Poder, deste domingo (10), que se sentiu responsável em assumir a direção do grupo, com o desafio de manter a unidade.

“É negociata. Cada pouco sai um parlamentar com mais uma leva de parlamentares para fundar um novo partido . É por causa do fundo partidário. Para manipular recursos"

Apesar de defender que as intrigas são inerentes da política, o prefeito mais rico do Brasil dispara que ameaçou denunciar um grupo de candidatos que pretendia debandar para outro grupo político, que estaria oferecendo ‘benefícios’. A partir dessa situação, ele dispara contra o modo de fazer política  que, em sua avaliação tem sido tratada por muitos como uma forma de lucrar.

“É negociata. É negociação. Cada pouco sai um parlamentar com mais uma leva de parlamentares para fundar um novo partido e por quê? É por causa do fundo partidário. Para manipular recursos. Isso virou um negócio, né?”, disparou.

Sobre sua recente declaração de que teria faltado experiência política ao grupo, ele pontua que não falava em mandatos exercidos, mas em capacidade de articular mantendo a unidade.

“Política é uma atividade muito dinâmica. É cheia de surpresa. A gestão dos egos é uma atividade impossível, muita vaidade. Política é relacionamento, é conversa, é ouvir muito, inclusive coisa que não faz sentido nenhum e você tem que fazer de conta que está concordando”, declarou.

Pivetta também destaca que em sua opinião é preciso mudar a forma de se fazer política, que atualmente tem sido usada como ‘cabide de emprego’.

“Nós temos que ser mais objetivos, parar com essa bajulação, tanta gente que não se encontra na vida, não consegue ser bem sucedido em nada, aí vem para os arredores do poder para conseguir alguma brechinha no poder público. Infelizmente, os partidos viraram um instrumento de fazer negócio. Aí você vê essa rotação permanente. Qual a melhor conta, qual o melhor cálculo. (...) Precisamos fazer uma reforma e acabar com essa picaretagem”, criticou.

"Precisamos fazer uma reforma e acabar com essa picaretagem”

 

O coordenador de Taques, que já deixou claro que não vai ‘passar a mão na cabeça’ de ninguém, concluiu que tem liderado e não comandado no atual posto. Ele pontua que apesar de julgar que o período das falácias já tenha passado, as divergências podem voltar a ocorrer, mas que políticos querem ser ouvidos, portanto, enquanto não houver agressão, não há problema e o grupo não irá calar ninguém.

Comente esta notícia