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01 de Dezembro de 2014, 14h:56 - A | A

POLÍTICA / FRAUDE EM COOPERATIVA

Pinheiro diz que instalação de CPI contra Eraí foi 'vingança' política

“Eu acho que a CPI foi uma inconsequência com o pouco tempo hábil que existe pela frente. Se ela tivesse que nascer, deveria nascer com certeza na próxima legislatura”.

MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO



O Deputado Estadual Emanuel Pinheiro (PR) disse que a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar uma suposta fraude milionária envolvendo Eraí Maggi (PP) foi um inconsequência que apontaria uma vingança política. 

Pinheiro, que deu várias declarações polêmicas sobre o assunto, foi o entrevistado do programa Conexão Poder, deste domingo (30). O parlamentar é relator da CPI. 

Parte das críticas do deputado se devem ao fato da CPI ser obrigatoriamente encerrada ao fim desta legislatura, no dia 31 de dezembro, sendo o trabalho inconcluso já que ele não acredita que haverá tempo hábil.

“Eu acho que a CPI foi uma inconsequência com o pouco tempo hábil que existe pela frente. Se ela tivesse que nascer, deveria nascer com certeza na próxima legislatura, frisou.

Em suas declarações, Pinheiro ressaltou que a ação lhe parecia ser vingativa, já que a CPI proposta pelo deputado José Riva (PSD) seria contra ao maior doador de campanha de Taques, que derrotou seu grupo político na disputa pelo governo do Estado.

“Eu acho que foi uma medida desnecessária, que cheira a vingança, parece que foi vingança, é o que tudo leva a crer. Falta pouco muito, a linha está muito tênue para a imprensa parar de chamar de CPI da Cooamt para CPI do Eraí Maggi. Isso não é bom. Você já está pré-julgando. Lá na frente pode ser culpado ou inocente, mas da forma que está sendo feita parece que quer se ‘espetacularizar’, parece que quer atingir o governo eleito legitimamente”, criticou.

“Eu acho que foi uma medida desnecessária, que cheira a vingança, parece que foi vingança, é o que tudo leva a crer"

Com sua atuação criticada, nas entrelinhas pelo presidente da CPI, o deputado Alexandre Cesar (PT), que alega que o atraso dos trabalhos seria devido uma articulação de membros que estariam tentando barrar a investigação, o relator da CPI, que faltou à última reunião do grupo e alegou que foi avisado que a mesma não ocorreria, afirma que votou contra a instalação da investigação, mas que não estaria agindo para que a CPI ‘vire pizza’. 

Conexão Poder

EMANUEL PINHEIRO

 Deputado disse que votou contra a CPI e que não há tempo hábil.

Indignado com as declarações do deputado Alexandre César que deram a entender que ele estaria fazendo ‘corpo mole’ na investigação, Pinheiro disparou contra a sanidade mental do colega, que está sem mandato político no próximo pleito.

“Tem que ser compreensivo, o mandato dele está terminando, ele não conseguiu eleger o seu deputado Allan Kardec (PT), que é vereador de Cuiabá, então talvez ele esteja um pouco emocionado, o que talvez tenha o levado a falar uma besteira, uma asneira como essa. Para mim, isso não é nem do perfil dele, por isso até achei estranho, mas se for isso é mais o estado emocional”, alfinetou Pinheiro.

CONFIRA AS DECLARAÇÕES NO CONEXÃO PODER

CPI

Por causa de uma agenda de Alexandre César em Brasília na última terça-feira (25), a reunião da CPI da Cooamat foi realizada na quarta-feira (26). Do grupo de cinco membros compareceram o deputado José Riva, o deputado Jota Barreto (PR) e o presidente Alexandre César. Não compareceram Emanuel Pinheiro e o deputado Dilmar Dal Bosco (DEM), que logo depois estava na sala ao lado, para participar de outra reunião.

Na última reunião, os membros presentes justificaram que iriam adiar a decisão sobre a convocação do principal investigado, Eraí Maggi porque os demais não estavam presentes.

Até o momento, ninguém foi ouvido pela CPI, que apenas apresentou um calendário de reuniões e oitivas de três pessoas, que já teriam sido convocadas.

A próxima reunião da CPI da Cooamat deve ser nesta terça-feira (02), com a realização da primeira oitiva do grupo, que deve ouvir o presidente da Cooperativa.

INVESTIGAÇÃO 

A suspeita é que a cooperativa, que seria ligada diretamente a Eraí Maggi, que usaria seus funcionários como ‘laranjas’, seria usada para operações fraudulentas que chegariam à R$ 500 milhões. De acordo com Riva, as denúncias são graves, e constam mais de 200 procedimentos e infrações na Secretaria de Fazenda (Sefaz). Riva protocolou a denúncia na Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz), Ministério Público Estadual e Ministério Público Federal.

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