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02 de Fevereiro de 2026, 20h:44 - A | A

POLÍTICA / VICE DO ABILIO

Partido Novo rebate críticas de Vânia Rosa após filiação ao MDB: "Não negociamos cargo"

Legenda nega isolamento da vice-prefeita de Cuiabá, detalha suporte técnico oferecido e classifica anúncio da saída pela imprensa como "quebra de confiança".

Reprodução

Vânia Rosa, no destaque, se desfiliou do Novo para ingressar nas fileiras do MDB.

Vânia Rosa, no destaque, se desfiliou do Novo para ingressar nas fileiras do MDB.

DO REPÓRTERMT



O Diretório Estadual do Partido Novo em Mato Grosso rebateu nessa segunda-feira (2), por meio de nota oficial, as justificativas apresentadas pela vice-prefeita de Cuiabá, Coronel Vânia Rosa, para deixar a legenda.

A sigla negou veementemente que ela tenha sofrido isolamento político ou falta de espaço para lideranças femininas, classificando as alegações como desconectadas da realidade e fruto de uma "quebra de confiança".

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A saída de Vânia Rosa, que migrou para o MDB do ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro, foi marcada por críticas à estrutura do Novo. O fato de Vânia migrar para uma agremiação que abriga o desafeto político do prefeito Abilio Brunini (PL) gerou grande mal-estar no Palácio Alencastro, ao ponto de Abilio afirmar que deve cancelar os planos de se licenciar do cargo, para assim não dar espaço político ao MDB.

Leia mais: Após vice trocar de partido, Abilio cancela planos de afastamento e barra entrada do MDB na prefeitura 

A legenda foi enfática ao separar o suporte institucional da "política tradicional" de troca de favores. Segundo a nota assinada pelo presidente estadual Rafael Iacovacci, o Novo se colocou à disposição para intermediar reuniões com o prefeito Abilio e articular a autonomia orçamentária do gabinete da vice-prefeitura, mas ressaltou que o partido não negocia cargos.

"O que o partido não fez, e não fará, é negociar fatias de poder, intermediar cargos ou operar nos bastidores para atender demandas que contrariam seus princípios. Se essa é a expectativa de 'respaldo', isso não faz parte da identidade do Novo", diz trecho do comunicado.

A legenda também rebateu a narrativa de falta de espaço para mulheres, citando que o próprio diretório estadual é presidido por uma mulher, Gleci Teixeira.

O ponto de maior desgaste, no entanto, foi a forma como a desfiliação ocorreu. O Novo alega que não houve comunicação prévia e que tomou conhecimento da saída de sua então única mandatária na capital por meio dos veículos de comunicação.

"A desfiliação é um direito legítimo. A forma como foi conduzida revela uma quebra de confiança e de respeito institucional", conclui a nota.

Veja a nota na íntegra:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Sobre a desfiliação da vice-prefeita Coronel Vânia Rosa do Partido Novo

O Partido Novo vem a público prestar esclarecimentos sobre a saída da vice-prefeita Coronel Vânia Rosa de seus quadros, em resposta a declarações públicas que sugerem falta de suporte, isolamento político e ausência de espaço para lideranças femininas no partido.

O Novo é um partido que atua com coerência e transparência. Não negocia cargos, não distribui espaços de poder e não interfere na gestão municipal para acomodar interesses individuais. O papel institucional do partido é oferecer suporte técnico, jurídico e político aos seus mandatários e foi exatamente o que fizemos.

A vice-prefeita procurou formalmente o Partido Novo uma única vez, por meio de ofício protocolado em 8 de janeiro de 2026. No mesmo dia, o Diretório Estadual respondeu com um parecer técnico-jurídico completo, contendo orientações detalhadas para proteção da responsabilidade pessoal da mandatária perante o Tribunal de Contas, a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei de Improbidade Administrativa.

Além disso, o partido se colocou formalmente à disposição para intermediar reunião diretamente com o prefeito municipal e para auxiliar na articulação junto à Câmara Municipal, com o objetivo de restituir a autonomia orçamentária do Gabinete da Vice-Prefeitura. Medidas concretas, documentadas e dentro dos limites institucionais que regem a atuação do Novo. Falar em abandono ou isolamento diante desses fatos não encontra respaldo na realidade.

O que o partido não fez, e não fará, é negociar fatias de poder, intermediar cargos ou operar nos bastidores para atender demandas que contrariam seus princípios. Se essa é a expectativa de “respaldo” ou de “abertura”, é preciso deixar claro: isso não faz parte da identidade do Partido Novo.

Quanto à narrativa de que o Novo não oferece espaço para mulheres, os fatos desmentem essa afirmação. A presidência Estadual do Novo Mato Grosso está sob a liderança da Gleci Teixeira, que conduz um trabalho brilhante. O partido conta com lideranças femininas expressivas no interior do estado, como a Mirtes da Transterra.

E no próximo dia 7 de fevereiro, o Novo realizará em Sinop o evento Novo Mulher, com a participação de mulheres ilustres da política nacional, uma agenda que já estava em andamento antes de qualquer desfiliação. No Novo, mulheres não precisam de discurso sobre espaço, elas já ocupam esse espaço, com protagonismo real.

A desfiliação é um direito legítimo. A forma como foi conduzida, sem comunicação prévia ao partido, com o anúncio chegando pela imprensa, é que revela uma quebra de confiança e de respeito institucional. Ética e bom senso, valores que o Novo sempre praticou, começam justamente por aí: pelo respeito às pessoas e às instâncias que construíram o caminho junto.

O Partido Novo reconhece a trajetória da Coronel Vânia Rosa. Ao mesmo tempo, reafirma que seguirá oferecendo suporte sério e institucional aos seus filiados, sem flexibilizar princípios para reter quadros ou atender expectativas incompatíveis com sua proposta.

O Novo existe para fazer diferente. E continuará fazendo diferente, mesmo quando isso tem custo político.

Rafael Iacovacci
Presidente do Diretório Estadual
Partido Novo — Mato Grosso

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