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Setembro é o mês escolhido para as trocas de partidos, justamente, em véspera de ano eleitoral
RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
Com uma verdadeira demonstração de que a classe política no Brasil faz o que quer, os deputados federais resolveram mudar a Lei do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que proíbe a infidelidade partidária, e aprovaram, em primeiro turno, uma emenda à PEC 182/07 do Senado, que cria uma espécie de ‘janela’ durante 30 dias para que o político possa mudar de partido sem perder do mandato. O projeto causou uma enorme ‘choradeira’ entre representantes de partidos. Depois de aprovado, em segundo turno, pela Câmara dos Deputados a matéria seguirá para o Senado.
Alfredo da Mota Menezes frizou que acredita que a sigla passará a ser uma das menores no estado. “O desgaste do PSD é eminente pelo momento em que passa o partido”
De acordo com os analistas políticos de Mato Grosso, a medida, que faz parte da reforma política deve atingir em cheio vários partidos no estado.
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O caso do PSD regional é o mais emblemático. Com o partido 'definhando' e muita gente insatisfeita, a demanda é suprapartidária e de extrema urgência. Praticamente sem referência política, desde a prisão do ex-deputado José Riva, e a derrota de dois candidatos a deputados federais (Chico Daltro e Eliene Lima) nas eleições de 2014, o PSD está à beira do abismo. A deputada estadual, Janaína Riva, sinaliza por uma saída, o mesmo ocorre com os colegas, Pedro Satélite e o deputado Gilmar Fabris, o último é líder da bancada na Assembleia Legislativa.
Ao
o analista político Alfredo da Mota Menezes frizou que acredita que a sigla passará a ser uma das menores no estado. “O desgaste do PSD é eminente pelo momento em que passa o partido”, uma referência ao patriarca da sigla em Mato Grosso, José Riva, preso por suposto desvio de dinheiro público.
O Partido da República (PR) é outra legenda que deve sofrer com a debandada de políticos, principalmente, devido à saída do senador Blairo Maggi, que é a principal liderança da sigla e está de mudança para o PMDB. O PDT também vai sofrer uma forte queda nos números de parlamentares, muitos devem aproveitar a brecha para acompanhar o governador Pedro Taques, que sinaliza ir para o PSDB.
“O candidato não está pensando no partido, ele quer se eleger. Se for melhor sair, ele não vai pensar duas vezes”, conclui Alfredo.
“Eu acredito que todos os partidos vão perder. Cerca de 40% dos vereadores não estão satisfeitos com suas legendas", avalia João Edisom.
Setembro é o mês escolhido para as trocas de siglas, justamente porque é véspera de ano eleitoral o que torna a janela em um perigoso instrumento de negociação.
Para o analista João Edisom, a janela promove uma debandada geral.
“Eu acredito que todos os partidos vão perder. Cerca de 40% dos vereadores não estão satisfeitos com suas legendas. Tenho um amigo vereador que está tão insatisfeito que pretende renunciar o mandato para trocar de legenda”, relata o analista.
No caso dos mandatos executivos, uma lei aprovada pelo Supremo Tribunal Federal, determina que o cargo seja do político e não do partido por isso não enquadra na lei de infidelidade partidária e não deve sofre alterações com a reforma política.













