ANA ADÉLIA JÁCOMO
Consciente da falta de capilaridade política para encarar uma disputa majoritária, como a sucessão do governador Silval Barbosa (PMDB), o ex-diretor do Dnit Luiz Antônio Pagot (PTB) confirmou que não pretende disputar a vaga de chefe do Executivo no próximo pleito. Segundo ele, sua participação na legenda depende do grupo e os encontros regionais que definirão os candidatos será realizado em 7 de junho.
Nos bastidores do PTB, o nome de Pagot começa a ser trabalhado internamente para as eleições de 2014 e a primeira opção é à Câmara Federal, como deputado. A chapa proporcional da legenda ainda deve contar com o ex-prefeito de Cuiabá, Chico Galindo (PTB), na disputa por uma das 24 vagas da Assembleia Legislativa.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
A agremiação fará a reunião com prefeitos, vice-prefeitos e vereadores para discutir possíveis nomes à disputa eleitoral do próximo ano. A intenção é eleger ao menos três deputados estaduais e um federal. Atualmente, o PTB possui representação apenas no Parlamento estadual, com o deputado Luiz Marinho.
Até mesmo seu padrinho político Blairo Maggi (PR), que segue "em cima do muro' quanto a uma possível disputa ao Palácio Paiaguás, classificou recentemente de “conversa fiada” os rumores de bastidores de que Pagot poderia ser candidato a governador. Pagot ainda tem a imagem desgastada por ter deixado o Dnit, órgão que comandou por mais de 2 anos e de onde saiu "escurraçado" pela presidente Dilma, após descoberta de supostas irregularidades.
“Estamos trabalhando de forma abrangente e até o final do ano decidiremos uma candidatura e também as alianças. Ano que vem temos que nos concentrar nas amarrações porque teremos quatro candidatos à presidência e todos precisam ter palanque em Mato Grosso. Nós estamos mais próximos no MT Muito Mais, mas temos que analisar melhor. Quando a candidatura para o Governo não tenho isso em mente”, disse Pagot.
Ao citar os presidenciáveis, Pagot se referiu a Marina Silva (PV), Aécio Neves (PSDB), Eduardo Campos (PSB) e a presidente Dilma Rousseff (PT). O MT Muito Mais é composto em pelos partidos PDT, PPS, PV e PSB, no entanto, na costura para as eleições municipais do ano passado, o PTB aliou-se às siglas e ajudou a eleger o prefeito Mauro Mendes (PSB).
A aposta dos petebistas para bons resultados no próximo ano são as filiações de grandes lideranças nos setores empresarial e evangélico. Os atos devem ocorrer até setembro deste ano. A intenção é organizar todos os aptos a disputar quaisquer uns dos cargos disponíveis.









