DA REDAÇÃO
O ex-superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT), Luiz Antônio Pagot, deve ser o novo coordenador de campanha de Pedro Taques (PDT) na disputa pelo governo do estado. "O trator", como Pagot é conhecido, segundo fontes do RepórterMT, viria para suprir a possível falta de comando e rumos que a candidatura vem tomando nas últimas semanas.
A Coligação 'Coragem e Atitude para Mudar' vem assistindo à debandada de lideranças depois da desistência do senador Jayme Campos (DEM) em disputar a reeleição, alegando traições e falta de ética por parte de membros do grupo de Taques.
Esta semana, a deputada Luciane Bezerra (PSB) deixou a coordenação de campanha na região norte do estado. Ela foi preterida pelo grupo para substituir Jayme Campos (DEM) na disputa pelo Senado. Na manhã desta quarta (30), a coligação escolheu o 'sem voto' Rogério Salles (PSDB) para ser candidato no lugar de Jayme.
Na terça (29), o primeiro suplente na candidatura ao Senado, empresário Marcelo Maluf (PSDB), desistiu da candidatura e já protocolizou no TRE a desistência. O deputado Antônio Azambuja (PP), que concorria à reeleição na Assembleia Legislativa é outro que já abandonou o barco. Especula-se nos bastidores que outras lideranças devem deixar a coligação nas próximas semanas.
Apesar da força de Pagot, o ex-trator do governo Blairo Maggi (PR), para liderar a campanha e agregar, o grupo precisa, ainda, romper resistências dentro da aliança.
Há forte rejeição ao nome do ex-gestor do DNIT, justamente por conta dos motivos que o afastaram do cargo em 2011. Pagot foi acusado de participar de um suposto esquema de propinas, em que, em troca de contratos e liberação de faturas, empreiteiras eram instadas a recolher gordas somas ao caixa do Partido da República, o PR.
Um dos empreiteiros envolvidos, na ocasião, foi Fernando Cavendish, dono da Delta, e ligado ao contraventor Carlinhos Cachoeira, pivô do escândalo que culminou com a CPI do Cachoeira e a demissão e toda a cúpula do Ministério dos Transportes, naquele ano.
Foi na gestão de Pagot no DNIT que a Delta multiplicou seus negócios, transformando-se na maior prestadora de serviços do governo, com faturamento superior a R$ 3 bilhões em contratos de rodovias, muitos deles com várias irregularidades.
A preocupação das lideranças avessas ao nome de Pagot é, justamente, pela quebra do discurso até então usado de probidade, seriedade e de político sem mácula, que a união com Pagot poderia trazer.

















Pedro 30/07/2014
Pelo que estou vendo querem mesmo enterrar o Pedro Taques, trazer esse "cidadão" para a campanha, é dar dois tiros nos pés e não um !
1 comentários