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Cuiabá, 16 de Junho de 2026
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30 de Julho de 2014, 09h:37 - A | A

POLÍTICA / EX-DNIT

Pagot pode ser 'solução' para liderar campanha de Taques, mas há resistência no grupo

"O trator", como Pagot é conhecido, segundo fontes do RepórterMT, viria para suprir a possível falta de comando e rumos que a candidatura vem tomando nas últimas semanas.

DA REDAÇÃO



O ex-superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT), Luiz Antônio Pagot, deve ser o novo coordenador de campanha de Pedro Taques (PDT) na disputa pelo governo do estado. "O trator", como Pagot é conhecido, segundo fontes do RepórterMT, viria para suprir a possível falta de comando e rumos que a candidatura vem tomando nas últimas semanas. 

A Coligação 'Coragem e Atitude para Mudar' vem assistindo à debandada de lideranças depois da desistência do senador Jayme Campos (DEM) em disputar a reeleição, alegando traições e falta de ética por parte de membros do grupo de Taques. 

Esta semana, a deputada Luciane Bezerra (PSB) deixou a coordenação de campanha na região norte do estado. Ela foi preterida pelo grupo para substituir Jayme Campos (DEM) na disputa pelo Senado. Na manhã desta quarta (30), a coligação escolheu o 'sem voto' Rogério Salles (PSDB) para ser candidato no lugar de Jayme.

Na terça (29), o primeiro suplente na candidatura ao Senado, empresário Marcelo Maluf (PSDB), desistiu da candidatura e já protocolizou no TRE a desistência. O deputado Antônio Azambuja (PP), que concorria à reeleição na Assembleia Legislativa é outro que já abandonou o barco. Especula-se nos bastidores que outras lideranças devem deixar a coligação nas próximas semanas.

Apesar da força de Pagot, o ex-trator do governo Blairo Maggi (PR), para liderar a campanha e agregar, o grupo precisa, ainda, romper resistências dentro da aliança. 

Há forte rejeição ao nome do ex-gestor do DNIT, justamente por conta dos motivos que o afastaram do cargo em 2011. Pagot foi acusado de participar de um  suposto esquema de propinas, em que, em troca de contratos e liberação de faturas, empreiteiras eram instadas a recolher gordas somas ao caixa do Partido da República, o PR. 

Um dos empreiteiros envolvidos, na ocasião, foi  Fernando Cavendish, dono da Delta, e ligado ao contraventor Carlinhos Cachoeira, pivô do escândalo que culminou com  a CPI do Cachoeira e a demissão e toda a cúpula do Ministério dos Transportes, naquele ano.

Foi na gestão de Pagot no DNIT que a Delta multiplicou seus negócios, transformando-se na maior prestadora de serviços do governo, com faturamento superior a R$ 3 bilhões em contratos de rodovias, muitos deles com várias irregularidades.

A preocupação das lideranças avessas ao nome de Pagot é, justamente, pela quebra do discurso até então usado de probidade, seriedade e de político sem mácula, que a união com Pagot poderia trazer.  


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Pedro 30/07/2014

Pelo que estou vendo querem mesmo enterrar o Pedro Taques, trazer esse "cidadão" para a campanha, é dar dois tiros nos pés e não um !

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1 comentários