JUCIARA SANTOS
O ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot, disse hoje (8), que “está à disposição” da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira para prestar depoimento. O seu depoimento pode ser definido na próxima reunião da comissão, na próxima quinta-feira (14).
O depoimento de Pagot passou a ser considerado urgente após a denúncia do uso de verbas públicas para formação de caixa 2 de campanhas eleitorais em São Paulo. A acusação foi feita em entrevista à revista IstoÉ, na qual ele se referiu a um suposto esquema de desvio de verba na obra do Rodoanel para as campanhas de José Serra à Presidência e de Geraldo Alckmin ao governo paulista em 2010. De acordo com o ex-diretor do Dnit, ele contrariou interesses do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que está preso em Brasília, e da Construtora Delta quando estava à frente da instituição.
Pagot foi afastado do cargo de diretor-geral do Dnit após uma série de denúncias de corrupção no órgão, que derrubaram ainda o então ministro dos Transportes Alfredo Nascimento (PR-AM) e abriram uma crise política entre o PR e a presidenta Dilma Rousseff. Alfredo Nascimento reassumiu o cargo de senador após deixar a Esplanada dos Ministérios.
Segundo o senador mato-grossense, Pedro Taques (PDT), existem pelo menos 30 requerimentos para convocação do ex-diretor, que ainda não foram apreciados pelo plenário da CPMI. "Ele [Pagot] quer falar e a CPMI, até agora, não apreciou o requerimento que trata de sua convocação", disse o senador.
Taques vem reforçando a ideia de que Pagot deverá prestar depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que investiga as relações do contraventor Carlinhos Cachoeira com agentes públicos.
O parlamentar explicou que Pagot não foi convocado ainda porque estão sendo priorizados os personagens principais envolvidos com o bicheiro. Para Taques é preciso verificar as irregularidades nas licitações em que empresas ligadas ao contraventor foram beneficiadas, como a Delta, que só com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) lucrou R$ 4 bilhões.
Com Agência Brasil















