ANA ADÉLIA JÁCOMO
DA REDAÇÃO
Na primeira sessão da 18ª legislatura da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o governador Pedro Taques (PDT) discursou nesta segunda-feira (2) aos 24 deputados.
Entre as declarações, o chefe do Executivo afirmou que fará revelações sobre a obra do VLT que desencadearão no maior escândalo que o Estado já presenciou.
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Enfatizou também que espera ser fiscalizado pelo Poder Legislativo, sem submissão dos aliados governistas, com independência entre os Poderes.
“O VLT será o maior escândalo do Estado. Faremos a audiência pública para mostrar o que fizeram com o VLT. A Assembleia não pode ser submissa. Não se faz um Governo sem oposição”
Sem citar o que já levantou de consistente sobre o modal, Taques disse que fará uma audiência pública em 9 de fevereiro, onde irá mostrar à imprensa o que foi feito pelo ex-gestor Silval Barbosa (PMDB).
“O VLT será o maior escândalo do Estado. Faremos a audiência pública para mostrar o que fizeram com o VLT. Falaremos do futuro, mas não vamos esquecer do passado (...) Convoquei todos os secretários e disse que serão fiscalizados pelo Legislativo. A Assembleia não pode ser submissa. Não se faz um Governo sem oposição”, declarou o governador.
Ele chegou a pedir que o presidente da Casa, deputado Guilherme Maluf (PSDB) – seu aliado de campanha – o fiscalize. Taques também pediu compreensão aos deputados pelo momento, classificado por ele como “histórico”, de corte de gastos e reforma administrativa.
O Executivo mandará ainda esta semana um projeto de lei com os ajustes na máquina para apreciação e aprovação dos deputados. Entre os principais itens da reforma está a transformação das secretarias de Turismo, Agricultura, Indústria e Comércio em uma única pasta, a de Desenvolvimento.
Durante a sessão, todos os secretários de Estavam presentes. “Mato Grosso não passará um ano fácil. As reformas precisam ser feitas, e preciso desta Casa. Mandarei um projeto de lei e os secretários terão que vir para fazer o convencimento dos deputados”.
Ações de Governo
Entre as ações a serem realizadas nas primeiras semanas de fevereiro, Taques disse na Assembleia que vai priorizar a discussão do Fundo de Transporte e Habitação
Não adianta os municípios brigarem com o Estado. Sabemos das necessidades e precisamos de uma nova compreensão sobre o Fethab
(Fethab) com os prefeitos de Mato Grosso.
Ele já organizou para esta terça-feira (3) uma reunião com os 141 prefeitos do Estado, com o objetivo de demonstrar a realidade financeira do Estado e o planejamento orçamentário do ano.
“Sabemos da necessidade dos municípios e vamos mostrar a realidade do Estado e os caminhos que tomaremos. Convidamos os deputados estaduais para que possam, debater conosco, não só o Fethab, mas o repasse da Saúde e da Educação. Não adianta os municípios brigarem com o Estado, o estado brigar com os municípios. Precisamos de uma nova compreensão sobre o Fethab”.
Outra medida a ser adotada por Taques será a retomada da construção do Hospital Central, que será transformado em um Hospital Materno-Infantil.
Ano passado houve uma decisão da Justiça Federal para que o Estado retomasse a obra. O deputado Dilmar Dal Bosco (DEM) apresentou emenda de R$ 29 milhões, que foi vetada pelo ex-governador. “Isso vamos resolver”.















Juliano 03/02/2015
A obra do VLT foi suspensa, no seu início, por um Juiz Federal sério, em ação civil pública movida pelo MPF. O então juiz Julier, cassou a decisão do colega e liberou a obra. O escândalo e as prisões virão por ai. É só esperar....
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