ANA ADÉLIA JÁCOMO
O empresário, dono do Grupo Gazeta de Comunicação Dorileo Leal (PMDB) afirmou nesta quarta-feira (8) que seu partido está pagando o preço pelo “erro que cometeu” em não priorizar sua candidatura. Porém, ele disse ao RepórterMT que não há a mínima possibilidade de retomar o projeto, já que não aceitaria ser vice do candidato Lúdio Cabral (PT).
“O PMDB está pagando o preço pelo erro que cometeu. Tínhamos uma candidatura própria, viável, com chances de ganhar as eleições. O partido escolheu ser vice do Mauro e não deu em nada. Ficou uma situação vexatória e, na última hora, quando viram que não tinham projeto e nem apoio, uniram-se ao Lúdio. Essa candidatura é de consolo”, disse ele. "É inimaginável, uma legenda como o PMDB não ter um projeto próprio. Ser coadjuvante. Tínhamos tudo para vencer essa eleição. Eu era candidato, tínhamos projetos e grandes chances de ganhar”.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
Dorileo era pré-candidato à Prefeitura de Cuiabá, mas viu o projeto ir por “água abaixo”, segundo ele, após a Executiva Municipal pressionar para que a agremiação cedesse um candidato a vice-prefeito ao empresário Mauro Mendes (PSB).
Diante das articulações, o nome do ex-vereador Totó Parente (PMDB) foi emplacado. Com isso, Dorileo retirou sua candidatura. No entanto, Mauro optou por fechar uma aliança com o PR e escolheu João Malheiros para o posto de vice na disputa. Sem opção, a legenda indicou o nome do advogado Francisco Faiad (PMDB) para composição com o petista.
Esta semana a juíza Gleide Bispo dos Anjos indeferiu a candidatura de Faiad. Ela acatou pedido de impugnação de registro proposto pela chapa encabeçada por Mauro Mendes. A alegação é de que o candidato não teria se afastado da função de Conselheiro Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e mesmo assim participou de reuniões da entidade, mesmo após a desincompatibilização, ocorrida em 06 de junho.
A decisão judicial pode inviabilizar o projeto de Faiad e obrigar o PMDB a indicar outro nome para chapa de Lúdio. Mesmo assim, Dorileo garante que não aceitará voltar atrás no projeto.
“Não tenho conversado com os membros da executiva, mas essa possibilidade não existe. Se eu fosse me candidatar novamente teria feito isso antes, quando o Mauro não quis fechar com o PMDB e eles ficaram sem apoio. O partido errou".
Para Dorileo, o fato de o PMDB anunciar a candidatura de Faid no dia da convecção, em 30 de junho, é a prova de que tudo foi feito às pressas, sem planejamento. Ele afirmou que não mantêm contato com membros do partido, apenas com o governador Silval Barbosa (PMDB).
Sobre o futuro político, o empresário afirma que não sabe se permanecerá no partido. “Não sei se o PMDB me quer. Não me quiseram como candidato e não sei se me querem como membro. Se eu for concorrer a algum cargo eletivo, vou avaliar isso também”, finalizou ele.








