RepórterMT/ reprodução

A Ferrari 599 GTB - 2009/2009 de cor cinza teria sido vendida em São Paulo pelo valor de R$1,350 milhão
MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
O Departamento Estadual de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), confirmou ao RepórterMT que uma Ferrari que teria sido vendida pelo ex-secretário de Estado, Eder Moraes ao empresário do ramo de factoring Valdir Piran, realmente está no nome do empresário de Mato Grosso e circula de forma regular em Brasília.
Em entrevista ao RepórterMT, Eder nega que a Ferrari tenha sido de sua propriedade, e alega que como trabalhava com revenda de veículos, a nota pode ter sido emitida por engano.
Segundo Eder, ele viajou diversas vezes a São Paulo na companhia do amigo pessoal Valdir Piran e o engano pode ter ocorrido em uma dessas situações, quando ao invés de um documento de consignação a revenda emitiu uma nota de venda.
“Eu ia sempre a São Paulo olhar veículos para compra, para venda, para consignação em algumas viagens o próprio Valdir estava comigo. É possível que numa dessas andanças tenham cadastrado errado o nome no caso da Ferrari”, defendeu.
A reprodução de uma nota fiscal de um veículo Ferrari começou a circular nas redes sociais nesta segunda-feira (31), aponta que a Ferrari 599 GTB - 2009/2009 de cor cinza teria sido vendida em São Paulo, em uma revendedora com nome fantasia de RT COM e IMP de Veículo Blindados LTDA, ao valor R$ 1,350 milhão.
A transação teria sido revelada durante a apreensão de documentos na casa de Éder Moraes, pela Polícia Federal durante as investigações da Operação Ararath, que também investiga o empresário para quem o ex-secretário teria vendido o veículo.
Eder rebate que a nota que circula na internet não possui o recolhimento de imposto, portanto não configura venda.
“Consignação não é venda. Tanto é que não tem nem imposto na nota. Não há tributação então não há uma venda efetivada”, frisou.
Ainda de acordo com o ex-secretário sua assessoria jurídica foi acionada para que a ‘confusão’ seja ‘corrigida’.
“Eu pedi para meus advogados e do Valdir, que já estão em ação para ver o que houve. Deve ser feita uma errata, o cancelamento dessa nota e corrigido para quem é realmente o dono”, pontuou.
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