MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
Acusado de ser o pivô da desistência da candidatura de reeleição do senador Jayme Campos (DEM), na chapa de Pedro Taques (PDT), que luta pelo comando do governo do Estado, o prefeito de Cuiabá e presidente estadual do PSB, Mauro Mendes, usou parte de sua entrevista no programa Conexão Poder, que foi ao ar neste domingo (27), na TV Rondon (SBT), para ‘entregar’ a conduta de outros aliados que não teriam correspondido tanto quanto ele no compromisso firmado com Jayme.
Mendes rebateu a declaração do prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta (PDT), que afirmou, em entrevista à Rádio Mix que, quando a coligação escolheu Jayme para ser o candidato ao Senado, o PSB e Mendes teria deixado claro, que não o apoiaria.
"Não vi gente do PDT fazer o mesmo que eu fiz. O Pivetta, por exemplo, não pediu voto para o senador Jayme Campos”
Segundo Mendes, quem agiu de forma contrária ao compromisso firmado, não foi ele nem o partido, mas sim lideranças do partido de Taques, como o próprio Pivetta. "Eu não sou porta-voz do PDT; o que estou afirmando categoricamente é que o PSB não tinha nenhuma objeção, depois das convenções em trabalhar para o senador Jayme Campos".
Os boatos de que Mendes seria o principal responsável pela desistência de Jayme, que alegou deixar sua candidatura por estar sendo preterido no grupo de Taques, se dá com base na ‘campanha’ do prefeito para que o deputado federal Wellinton Fagundes (PR), fosse o escolhido para ocupar a vaga de candidato a senador do grupo.
"Isso é uma interpretação que ele tem, mas não é a posição do PSB. Eu como presidente do partido sou um dos porta vozes para falar do partido e a nossa orientação partidária é seguir dentro dos nossos compromissos, que nós assumimos. (...) Eu no dia da convenção, eu pedi voto para o senador Jayme Campos. Na convenção do PDT estavam todos os partidos. Eu estava no palanque, fui um dos oradores e pedi voto para o senador Jayme Campos e não vi gente do PDT fazer o mesmo que eu fiz. O Pivetta, por exemplo, meu amigo. Disse isso a ele, não pediu voto para o senador Jayme Campos”, disparou.
Preferências à parte Mendes garante que, assim que Taques definiu sua escolha por Jayme, ele e seu partido passaram a apoiar o senador, e nega que seu grupo partidário estaria fazendo campanha para Wellinton, que hoje disputa o Senado, na chapa governista do petista Lúdio Cabral.
“Eu disse ao senador: fique tranquilo. Compromisso feito será compromisso assumido. No primeiro grande evento realizado pelo meu partido, que foi o lançamento da candidatura do deputado federal Fábio Garcia (PSB), eu não sabia ainda dessa desistência do senador Jayme Campos, eu também pedi voto para o senador, como o Fabinho também. Portanto, se houveram problemas isso deve ter e pelo que eu sei de muitas origens, muitas fontes e a grande parte delas não estão no PSB. Agora, é fácil ficar tentando empurrar para os outros aquilo que são os problemas de muita gente aí no mercado”, frisou.
Quanto às insinuações de Jayme de que teria sido traído por membros do grupo de aliados de Taques, Mendes reclama que o senador deveria ser mais explícito e não deixar a dúvida de quem teria falhado com ele.
“As pessoas têm que falar as coisas mais claramente. Eu sou um homem de palavras claras. Não gosto de meias palavras. Não gosto de ficar tentando interpretar oque as pessoas dizem. Eu posso falar claramente pelo meu partido. Posso falar claramente o que nós fizemos. Todos podem dizer se esse constrangimento aconteceu. Onde? Quem o constrangeu? Eles podem vir a publico e dizer quais foram os constrangimentos que levaram o senador a desistir da candidatura”, ressaltou.
















