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21 de Julho de 2015, 08h:10 - A | A

POLÍTICA / "TUCANATO"

'Namoro' entre PSDB e PSB visa projeto de poder para 2018, diz analista

Para João Edisom, essa sintonia entre o PSDB e PSB é uma forma encontrada pelos tucanos para convencer o governador Pedro Taques (PDT) – principal aliado de Mendes - a decidir seu futuro. Se a escolha for o tucanato, a sigla voltará ao comando do Estado.

Reprodução

O PSDB faz uma construção para recuperar sua autonomia, após a desgastada gestão dos ex-prefeitos Wilson Santos e a herança Chico Galindo (PTB).

O PSDB faz uma construção para recuperar sua autonomia, após a desgastada gestão dos ex-prefeitos Wilson Santos e a herança Chico Galindo (PTB).

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



O Partido Social Democrático Brasileiro (PSDB) começa a construir aos poucos, em nível nacional, estadual e municipal, um ‘projeto de poder’ que visa às eleições de 2018. Em Cuiabá, por exemplo, a sigla se aproximou do prefeito Mauro Mendes (PSB) depois de um debate que durou três anos e os vereadores já fazem parte da ampla base aliada do Executivo na Câmara. Ódio virou amor, mas como isso aconteceu às vésperas de um ano eleitoral? 

"O prefeito ainda não afirmou se é candidato à reeleição. Esse grupo pode ter até mais de um candidato’’, desconversa Avalone.

O buscou a opinião de especialista da área para montar as peças do ‘quebra cabeça’ que envolve a política, a fim de decifrar o futuro.

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O cientista político João Edisom, destaca como primeiro ponto a nomeação do ex-vereador da capital Paulo Borges (PSDB) empossado como secretário municipal de Habitação no último dia 14. “Um partido que apenas vai ‘ajudar a governar’ sem o compromisso de uma eleição não entra em um fim de governo. Estamos a cinco meses do ano eleitoral e neste caso a aliança nas eleições é muito provável”, observa.

“Nas próximas eleições teremos quatro cargos importantes, deste não temos quatro nomes importantes. Para prefeito Mauro Mendes, governador o Pedro e para o senado, quem sabe Nilson Leitão. O outro nome do grupo será construído pela sigla. Por isso este projeto transcende cargos”, garante João Edisom.

O presidente municipal do PSDB, Carlos Avalone, não descarta essa ideia. “Essa possibilidade de apoiar Mauro nas próximas eleições existe,mas o prefeito ainda não afirmou se é candidato à reeleição. Esse grupo pode ter até mais de um candidato’’, desconversa Avalone.

 

PSD

Para o PSDB 2018 será dominante com a possibilidade de tirar o PT do caminho e chegar à Presidência da República. Para isso, montam uma base aliada forte em Mato Grosso. O projeto seria consquitar o governo do Estado e depois a Prefeitura de Cuiabá.

Para João Edisom, essa sintonia entre o PSDB e PSB é uma forma encontrada pelos tucanos para convencer o governador Pedro Taques (PDT) – principal aliado de Mendes - a decidir seu futuro. Caso a escolha seja o tucanato, a sigla voltará ao comando do Palácio Paiaguás 13 anos depois. O último a ocupar a cadeira do governo do Estado foi Dante de Oliveira. Se isso acontecer agora, é certo que os tucanos subirão no palanque de Mauro em 2016, caso seja candidato à reeleição e talvez com um nome a vice.

Detalhe: corre à “boca pequena” nos bastidores políticos de Cuiabá, é que o candidato à vice do atual prefeito seria o secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, sem partido.

O analista político João Edisom também vai ainda mais além e ressalta que acredita, que o PSDB faz, neste momento, uma construção para recuperar sua autonomia, após a desgastada gestão dos ex-prefeitos Wilson Santos e a herança Chico Galindo (PTB) que sancionou projetos polêmicos como a venda da Sanecap para a iniciativa privada.

 

“Nas próximas eleições teremos quatro cargos importantes, deste não temos quatro nomes importantes. Prefeito de Cuiabá, governador e dois senadores. Para prefeito Mauro Mendes, governador o Pedro e para o senado, quem sabe Nilson Leitão. Outro nome do grupo será construído pela sigla. Por isso este projeto transcende cargos”, garante João Edisom.

Enquanto no cenário nacional os dois postulantes mais bem posicionados no PSDB para pleitear a presidência da República em 2018, Aécio Neves (MG) e Geraldo Alckmin se articulam para disputa interna para a escolha do melhor candidato ao Palácio do Planalto em 2018, aqui em Mato Grosso a legenda busca aliados fortes para voltar a crescer. Se tudo caminhar como projetam os tucanos, em 2018, o partido que se enfraqueceu na esfera estadual e nacional pode ressurgir com fôlego. E o PT no estado deve seguir decaído junto com o nacional ao lado do PMDB, mas há possibilidade de terminar isolado depois que o senador Blairo Maggi (PR) declarou fidelidade ao prefeito de Cuiabá Mauro Mendes. Maggi segue firme na proposta de ‘pular’ do PR para o PMDB.

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Paulo Jorge 21/07/2015

O mais interessante nisso tudo, é construir um embaralhado grupo de interesses, que vize desaparecer para sempre com o maior ladrão de todos os tempos que é os manos do PT(esse povo tem que desaparecer do mapa com partido e tudo ok.).

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1 comentários