ANDRÉ MICHELLS
DA REDAÇÃO
O meio político de MT e, por que não dizer nacional, ainda fervilha nesta quarta (18) com o anúncio da filiação (na terça - 18) do governador Pedro Taques (sem partido) ao ninho tucano. Taques afirmou que a escolha pelo partido de FHC, foi feita pensando em inserir Mato Grosso no cenário nacional.
Taques participou de entrevista ao vivo na Rádio Capital FM na manhã de hoje. Taques criticou o que chama de pouca contrapartida do governo federal para o estado, que é um dos que mais contribui para superávit na balança comercial do país, se referindo ao agronegócio.
"Em um partido do tamanho do PSDB, e com a história do PSDB, poderemos caminhar por outras trilhas; “Mato Grosso sustenta a balança comercial, mas o Brasil precisa ajudar mais Mato Grosso", avaliou.
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Taques afirmou que a opção pela legenda foi tomada pelo seu grupo político, entendendo que seria o melhor caminho, pelo momento pelo qual passa o país. "Não só para mim, porque sou passageiro, mas para o momento em que o Brasil vive e que Mato Grosso representa no contexto nacional”, argumentou. Taques admitiu que, conforme a imprensa especulou por várias vezes, a decisão já vinha sendo pensada há meses.
“Não foi uma decisão açodada, mas sim uma decisão pensada. Todos sabem que, em 2014, ao contrário da recomendação partidária, nós fizemos fileiras em Mato Grosso para apoiar o então presidenciável Aécio Neves, mas a decisão ocorreu somente após ouvir os prefeitos, vereadores e lideranças do PDT e também de outros partidos. Conversei com
“Quando recebo um prefeito ou um vereador, não quero saber de qual partido ele é, se me ajudou na eleição. Quero saber se ainda existem mato-grossenses que querem e precisam de concretização de políticas públicas".
deputados do PSB, prefeitos do PSDB e outras pessoas que não têm nem filiação política”, revelou.
As afirmações de que a migração dele, de um partido aliado ao governo federal (PDT) para um forte opositor, prejudicaria MT foram rechaçadas pelo governador. “Algumas pessoas me falaram que Mato Grosso será prejudicado, mas não vejo como alguém que possa chegar à Presidência da República, ao Governo de um Estado, e ter sentimentos que não sejam de ajudar os municípios em relação ao Estado, e os Estados em relação à União”, disse confiando na 'boa vontade do governo do PT. Ele usou como referência, seu próprio método de trabalho.
“Quando recebo um prefeito ou um vereador, não quero saber de qual partido ele é, se me ajudou na eleição. Quero saber se ainda existem mato-grossenses que querem e precisam de concretização de políticas públicas. Penso que, em relação ao Governo Federal, é a mesma situação”, afirmou.
Taques afirmou que o país é maduro do ponto de vista democrático e que não acredita que um governador de estado possa ser perseguido, por ser oposição.
Sobre o convite de Mauro Mendes, para compor fileiras com o PSB, Taques, disse que avisou o prefeito de Cuiabá de sua decisão e que o companheirismo será mantido independente da cor partidária.
No próximo dia 29, um grande ato de filiação está marcado para acontecer em Cuiabá. Aécio Neves, Geraldo Alckmin e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, já confirmaram presença.














