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18 de Maio de 2026, 16h:37 - A | A

POLÍTICA / CABIDÃO

Ministério Público recorre contra decisão que livrou Emanuel de condenação por contratações irregulares na Saúde de Cuiabá

Promotoria afirma que gestão de Emanuel Pinheiro manteve contratos temporários ilegais na Saúde mesmo após decisões judiciais, TAC e alertas de órgãos de controle. As admissões teriam sido usadas por conveniência política, permitindo indicações.

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MP aponta que Emanuel manteve, de forma consciente, contratações irregulares.

MP aponta que Emanuel manteve, de forma consciente, contratações irregulares.

VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT



O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) recorreu da decisão que absolveu o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, e o ex-secretário de Saúde, Huark Douglas Correia, em uma ação sobre contratações temporárias na saúde da Capital.

O recurso foi apresentado pela promotora Audrey Ility. Para o MPMT, a sentença dada em março de 2026 ignorou que a Prefeitura manteve, de forma consciente, um modelo de contratação considerado irregular, mesmo após alertas e decisões da Justiça e de órgãos de controle.

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Segundo o Ministério Público, Emanuel e Huark descumpriram uma decisão judicial de 2009, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado em 2013, uma medida do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) e recomendações emitidas em 2018.

No recurso, a promotora afirma que os gestores sabiam da ilegalidade das contratações temporárias, mas continuaram adotando o modelo. Para o MPMT, a repetição das práticas ao longo dos anos mostra que não houve apenas falha administrativa, mas uma resistência da gestão em cumprir as determinações.

O Ministério Público aponta ainda que 369 contratações temporárias feitas em menos de dois anos não eram para situações emergenciais, mas para ocupar cargos permanentes da saúde, como médicos, enfermeiros e dentistas, sem concurso público.

De acordo com a apelação, as admissões temporárias teriam sido usadas por conveniência política, permitindo indicações de aliados e parlamentares, o que violaria princípios da administração pública, como legalidade, moralidade e impessoalidade.

Na decisão contestada, a Justiça reconheceu irregularidades administrativas, mas entendeu que não houve prova de dolo específico — exigência prevista após a mudança na Lei de Improbidade Administrativa. A sentença também apontou falta de provas de enriquecimento ilícito, prejuízo aos cofres públicos ou favorecimento pessoal.

Agora, o MPMT pede que a decisão seja revertida e que Emanuel Pinheiro e Huark Douglas sejam condenados por improbidade administrativa. Se o recurso for aceito pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), os dois poderão sofrer punições como perda dos direitos políticos, multa e proibição de contratar com o poder público.

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