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28 de Novembro de 2014, 08h:00 - A | A

POLÍTICA / REFORMA ADMINISTRATIVA

Mendes recua e mantém duas secretarias; vereadores avaliam projeto

O líder do prefeito declarou que a previsão de 500 demissões e o corte nas pastas é uma atitude de “coragem” de Mendes

ANA ADÉLIA JÁCOMO
DA REDAÇÃO



Líder do Executivo na Câmara de Vereadores de Cuiabá, Leonardo de Oliveira (PTB), afirmou nesta quinta-feira (27) que o prefeito Mauro Mendes (PSB) voltou atrás e desistiu de extinguir nove secretarias. De acordo com ele, a Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte Urbano (SMTU) e a Secretaria Municipal de Planejamento serão mantidas.

No caso da SMTU, a proposta dos vereadores é que se transforme em Secretaria de Mobilidade Urbana, que ficará responsável pelo trânsito e seu planejamento. A Secretaria de Fazenda será mantida, mas Mendes deve criar uma secretaria específica de planejamento.

Outro ponto modificado é sobre o cursinho preparatório para vestibular, o Cuiabá Vest, que passa a ser gerido pelo Estado. “O prefeito está mantendo a SMTU com a Mobilidade Urbana, que além e cuidar do transporte publico, vai cuidar do planejamento do trânsito, porque mesmo com todas essas obras da Copa, continua tendo gargalos em Cuiabá”.

“Ele decidiu extinguir sete secretarias, e o Taques disse ao Mauro que iria encampar essa ideia do Cuiabá Vest, que passaria para o Estado. Essa sinergia, de partidos aliados, vai dar essa força e ajudar até mais nossa Capital”, disse Leonardo se referindo ao fato de Mendes e Taques serem aliados políticos e fazem parte da coligação “Coragem e Atitude para Mudar”.

O líder do prefeito declarou que a previsão de 500 demissões e o corte nas pastas é uma atitude de “coragem” de Mendes. Segundo ele, a crise na arrecadação e as projeções financeiras para 2015 fizeram com o chefe do Executivo tomasse a decisão de “cortar na carne” para tentar economizar R$ 15 milhões.

“A reforma é necessária justamente pela baixa arrecadação e pela previsão do futuro, que não é tão brilhante. Não era isso que o prefeito queria, mas como a arrecadação caiu, ele tem que ‘cortar da própria carne’, tem que cortar e reduzir. Se a arrecadação aumentar, com certeza, ele vai aumentar o número de técnicos pra poder atender a cidade. Cada corte desses afeta uma ou outra categoria. É normal, e o gestor tem que ter coragem”, completou o vereador.

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