DA REDAÇÃO
O prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), amanheceu esta segunda-feira (6) nas manchetes dos principais jornais do país. A reportagem trata de uma possível 'fraude processual' na compra de uma mineradora por uma das empresas em que o prefeito é sócio. De acordo com a matéria do jornal Estado de São Paulo, a pedido do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), o Ministério Público Federal em Mato Grosso investiga uma fraude que pode chegar a R$ 700 milhões e envolve uma empresa do prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB). O processo corre sob sigilo.
O juiz Paulo Roberto Brescovici considerou nulo o processo de venda de uma empresa que operava em área de extração mineral próxima ao Parque Nacional da Chapada dos Guimarães. Na investigação, concluiu-se que o juiz Luis Aparecido Ferreira Torres, que conduziu a recuperação judicial da mineradora desviou R$ 185 mil do processo - o magistrado foi afastado do cargo pelo TRT de Mato Grosso.
O juiz afastado teria permitido em 2011 a transferência das cotas da mineradora, que então se chamava Minérios Salomão, para uma empresa cuja dona era J. C. de S., filha do sócio de Mendes, Valdinei Mauro de Souza. Seis meses após se tornar dona da empresa, a moça transferiu 98% das cotas para a Maney Mineradora Casa de Pedra, que pertence ao pai e a Mendes.
OUTRO LADO
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Mendes afirmou em nota assinada pelo secretário de comunicação, Kléber Lima, que "não é parte no processo trabalhista e jamais foi chamado aos autos". Também disse que o prefeito não é investigado pelo Ministério Público Federal.
Lima afirmou que a transferência das cotas para o prefeito em janeiro de 2012 foi "uma transação totalmente legal". O secretário reiterou que, quando se tornou sócio da empresa, Mendes não era prefeito de Cuiabá.
O secretário ainda questionou a rapidez com que o juiz Paulo Roberto Brescovici proferiu sua decisão. "O juiz citado recebeu uma ação anulatória às 14h34 do dia 30 de agosto de 2012 e expediu sua decisão de 30 laudas às 15h07 do mesmo dia. Ou seja, em exatos 33 minutos ele exarou uma decisão." (Com Estadão)









