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26 de Setembro de 2012, 12h:47 - A | A

POLÍTICA / CRISE NA SAÚDE

Mendes critica Silval por falta de repasses; Lúdio desconversa

Mauro acusou Silval de priorizar a política em detrimento a vida das pessoas

ANA ADÉLIA JÁCOMO



O candidato a prefeito de Cuiabá pelo PSB, Mauro Mendes, criticou a atuação do governador Silval Barbosa (PMDB) nesta quarta-feira, 26, após o debate na RádioMix FM, do grupo Sávio Brandão. Para Mauro, o governador está deixando a pasta da Saúde sem repasses aos hospitais porque estaria empenhado em ajudar na campanha do petista Lúdio Cabral e de outros candidatos do seu arco de alianças.


“Como cidadão, o Silval tem o direito de tomar suas decisões políticas, mas como governador ele deveria estar mais preocupado com o bem estar de milhares de pessoas que padecem e sofrem com a falta de atendimento nos hospitais, com isso, sim, ele deveria estar se preocupado, em retirar da humilhação e do sofrimento pessoas e para isso deveria fazer os repasses para a Saúde”.

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“Ele deve primeiro cumprir a obrigação dele como governador, e se o Estado estivesse ‘redondinho’ poderia fazer campanha nos 141 municípios, mas hoje tem um grave problema na Saúde e ele deixa de fazer isso para fazer política em várias cidades do Estado. Como isso, ele diz claramente que política é mais importante do que a vida das pessoas. Cuiabá tem um crédito para receber do Estado de R$ 9 milhões”, declarou o candidato.


Ocorre que o Estado tem uma dívida de quase R$ 10 milhões com os cinco hospitais conveniados da Capital, recursos estes destinados a urgência e emergência, além das UTI´s. A Secretaria Estadual de Saúde revogou no dia 14 de setembro as transferências voluntárias de recursos financeiros do Fundo Estadual de Saúde ao Fundo Municipal de Saúde e, consequentemente, aos Hospitais conveniados ao SUS.


Caso os repasses não sejam regularizados até esta sexta-feira, 28, os hospitais suspenderão o atendimento a novos pacientes nas UTIs. Hoje, Cuiabá tem 130 leitos de UTI disponíveis, sendo 40 deles no Pronto-Socorro. Isso quer dizer que, caso os hospitais conveniados paralisem os atendimentos, apenas estes 40 leitos terão de atender toda a população da cidade e de outras cidades do Estado.


Lúdio Cabral rebateu a afirmação de Mauro dizendo que as críticas, segundo ele, refletem a falta de harmonia com o Governo do Estado. “Esse posicionamento reproduz o que Cuiabá viveu nos últimos oito anos, que é conflito com o Governo Estadual e Federal. Então, esse desespero dos outros candidatos que começam a atacar o governador é uma demonstração clara da forma como pretendem governar a cidade, com conflitos”.


Para o petista, o principal foco da eleição são os problemas da cidade e as propostas de cada um. Ele voltou a dizer que se sente lisonjeado por ter o apoio do governador e da presidente da República Dilma Rousseff (PT). “Os outros candidatos devem mostrar as qualidades que eles têm e não me atacar por conta dos meus apoiadores. Não é esse o comportamento que a cidade merece”, limitou-se a dizer o candidato.

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