ANA ADÉLIA JÁCOMO
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) liberou nesta quinta-feira (6) a segunda parcial da prestação de contas dos candidatos que concorrem ao pleito deste ano. Em Cuiabá, entre os seis que disputam a prefeitura, nenhum arrecadou nem 30% do que declarou como limite para gastos.
O candidato que concorre pelo PSB, Mauro Mendes, arrecadou R$ 1,2 milhão, sendo que havia declarado um teto máximo de gastos na ordem dos R$ 6 milhões. Até agora, ele gastou R$ 1,8 milhão, basicamente com cabos eleitorais e publicidade. A direção nacional do PSB enviou R$ 500 mil ao candidato.
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Mauro tirou do próprio bolso R$ 200 mil e recebeu R$ 100 mil de doação do candidato a prefeito de Lucas do Rio Verde Otaviano Pivetta (PDT). O empresário do setor de combustíveis Aldo Locatelli também doou R$ 100 mil a Mauro, que detém 40% das intenções de voto e lidera as pesquisas eleitorais.
O candidato Lúdio Cabral (PT), mesmo tendo declarado o maior teto para gastos, na ordem de R$ 10 milhões, arrecadou apenas R$ 100 mil e gastou R$ 310 mil até agora, ou seja, gastou bem mais do que conseguiu angariar até o momento. Ele desembolsou R$ 13 mil e suas doações de campanha são de valores baixos, o maior valor doado foi de R$ 5 mil, feito pela própria esposa Ana Regina Ribeiro. A direção municipal do PT investiu R$ 3.320,00. A executiva nacional não enviou nenhum centavo a Lúdio. O petista detém 19% das intenções de voto, segundo o intituto Gazeta Dados, e ocupa o segundo lugar nas pesquisas, com chances de levar o pleito ao segundo turno.
Guilherme Maluf (PSDB) arrecadou apenas 9% do total declarado ao TRE, que foi de R$ 6 milhões. O tucano conseguiu apenas R$ 593 mil, que foram doados basicamente por construtoras que pertencem a própria família. A construtora São Benedito doou R$ 100 mil ao tucano. As Executivas Nacional, Estadual ou Municipal ainda não realizaram qualquer doação de campanha a Maluf, que detém 9% das intenções de voto e figura em terceiro lugar na disputa.
Carlos Brito (PSD) estimou um gasto máximo de R$ 4 milhões, no entanto, há menos de 30 dias do pleito, que ocorre em 7 de outubro, ele arrecadou R$ 232 mil. Seus gastos com a campanha totalizaram R$ 220 mil e os principais doadores são: Janete Riva, que doou R$ 50 mil e o ex-secretário de Saúde, Aray Fonseca, um dos donos da clínica Oncomed, que também doou R$ 50 mil ao candidato. Brito investiu do próprio bolso R$ 111 mil até agora.
Carlos Brito ocupa o quarto lugar na disputa, segundo dados divulgados pelo Instituo Ibope. Ele detém apenas 4% das intenções de voto e, entre os principais candidatos, é o “lanterninha” na disputa pelo Palácio Alencastro.
O Procurador Mauro (PSOL) arrecadou R$ 39 mil e estimou gastos de até R$ 1 milhão ao TRE, no entanto, gastou apenas R$ 95. Da mesma forma Adolfo Grassi (PPL) estimou o mesmo teto, mas angariou apenas R$ 2 mil, do próprio bolso.








